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Brasília

Área rural ganha mais segurança (e até prosa)

Carolina Paiva, Edição

Boas dicas de segurança, solidariedade, música e um “dedo de prosa”. Essa é a receita usada pelo Batalhão Rural da Polícia Militar para atender a comunidade rural e criar vínculos. Diversas famílias do Distrito Federal que moram no campo começam a receber a visita de uma equipe do batalhão para a troca de experiências, bem como para receber orientação sobre a prevenção de crimes.

A iniciativa faz parte do projeto Dedinho de Prosa. Cinco policiais vão até as propriedades para fazer o atendimento. O primeiro local visitado, nesta semana, foi uma chácara no Núcleo Rural Pedra Fundamental, em Planaltina. O proprietário, Alcides de Paula, abriu a porteira e levou o caseiro Francisco e a família para a interação com os policiais. E a prosa fluiu.

“Foi muito bom para a gente, teve umas dicas importantes”, disse Francisco Bezerra, 29 anos. “Aqui, antigamente tinha muito assalto. Eles [os policiais] falaram que, além do cachorro, gansos e a galinha-d’angola são animais que ajudam muito na segurança da chácara. Meu menino entrou na viatura. Visita da polícia é sempre bom.”

Criação de vínculos
Esse tipo de ação é chamado pela PMDF de serviço de polícia comunitária. Segundo o subcomandante do Batalhão Rural, Rafael Cunha, trata-se de criar vínculos e aproximar a polícia da comunidade. O Núcleo Pedra Fundamental já era atendido pelos policiais no programa Guardião Rural; agora, a comunidade pôde conhecer o novo projeto.

“A gente reforça a importância do comportamento preventivo, pequenas mudanças que deixam os locais menos suscetíveis ao crime – desde as dicas sobre animais de guarda até o cercamento do local e como resguardar o acesso às chácaras”, explica o subcomandante. O projeto inclui conversas solidárias com pessoas que em algum momento foram vítimas de crimes. O próximo destino é Brazlândia, onde os policiais vão se encontrar com um casal de idosos que já foram roubados.

Prosa e música
O mapeamento das visitas é feito por meio de ocorrências registradas por moradores ou por uma simples solicitação por telefone. Ao final do papo, também tem espaço para música. Dois dos policiais, entre eles a soldado Dayane Machado, afinaram os violões e cantaram para a família e alguns vizinhos.

“Para nós policiais, é muito gratificante [atuar em] um projeto que une os nossos serviços, o enfoque na prevenção criminal, com música e arte”, resume Dayane. “Foi muito bacana a experiência.”

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