Refúgio em hotéis
Ataques do Irã colocam americanos para correr
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Ataques iranianos contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio obrigaram militares americanos a abandonar posições estratégicas e buscar abrigo em locais improvisados, como hotéis e escritórios, segundo autoridades ouvidas pelo The New York Times. A mudança repentina de cenário tem dificultado a condução das operações e exposto fragilidades logísticas em meio ao conflito.
No início das hostilidades, cerca de 40 mil militares estavam distribuídos pela região. Agora, boa parte das forças terrestres atua em condições precárias, muitas vezes de forma remota. A exceção fica por conta dos pilotos e das tripulações responsáveis por caças, que seguem diretamente envolvidos nos bombardeios.
A Guarda Revolucionária Islâmica, por sua vez, passou a incentivar a população a denunciar possíveis novos esconderijos das tropas americanas, indicando que busca localizar unidades dispersas. Ainda assim, autoridades dos EUA afirmam que as operações seguem em andamento, já na quarta semana de confronto.
Diversas bases foram severamente atingidas, especialmente em Kuwait, Catar e Arábia Saudita, com registro de baixas e prejuízos materiais significativos.
Apesar das adversidades, Washington sustenta uma campanha intensa de ataques contra o Irã, reconhecendo, no entanto, que Irã mantém capacidade de reação, sobretudo com o uso de drones e mísseis.
Nos bastidores, avaliações de autoridades apontam falhas de planejamento. A gestão de Donald Trump teria subestimado o potencial de retaliação iraniano e ignorado vulnerabilidades herdadas de duas décadas de presença militar no Iraque e no Afeganistão — um legado que agora cobra seu preço em campo..