Véu de cristal
Aurora da Saudade
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No silêncio da minha essência,
um eco ressoa como riso distante,
minha alegria velada é lembrança que dança,
um suspiro perdido no vento que não retorna.
A chuva desce como véu de cristal,
molhando meu rosto com carícias de céu,
meu coração pulsa em ritmo lento,
e em minha alma há apenas um espaço suspenso.
Memórias tuas ainda me visitam,
imagens de um amor que partiu como estrela errante,
minha alegria velada é dor que persiste,
um canto silencioso que repousa ao meu lado.
Na penumbra, busco um raio de claridade,
um vislumbre de esperança que me faça sentir presença,
mas a saudade me envolve em seu manto,
fazendo-me caminhar por desertos sem fim.
Minha alegria agridoce é sopro que se dissolve,
um eco que se perde no silêncio ao redor,
mas nesse sopro há uma centelha de verdade,
que revela que a saudade também molda minha identida.