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Brasil

Bolsonaro bate o pé. Eduardo pode ser o chanceler

Pretta Abreu

Ninguém tira da cabeça do presidente Jair Bolsonaro a ideia de fazer do filho dele, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), embaixador nos Estados Unidos. E agora, rechaçando a oposição, que diz ver no gesto nepotismo, com sinais de que o nome não passará no Senado, o presidente decidiu jogar ainda mais pesado. “Na pior das hipóteses, faço dele chanceler”.

A posição de Bolsonaro fez os críticos da nova política externa brasileira colocarem um pé atrás. Como um embaixador manda numa embaixada, e o chanceler manda nos embaixadores (o Brasil tem mais de 200 em todo o mundo) já há quem admita que o ideal é aceitar a indicação de Eduardo na representação diplomática em Washington.

No domingo, 4, visivelmente contrariado com as novas críticas de nepotismo, Bolsonaro comparou as acusações ao açodamento de pessoas hipócritas. Admitindo que o Senado pode dar um revés no Planalto e barrar a indicação de Eduardo para o cargo de embaixador, o presidente não deixou por menos:

“Sim, o Senado pode barrar, sim. Mas imagine que no dia seguinte eu demita o (ministro de Relações Exteriores) Ernesto Araújo e coloque meu filho. Ele não vai ser embaixador, ele vai comandar 200 embaixadores e agregados mundo afora. Alguém vai tirar meu filho de lá? Hipocrisia de política, pensar diferente’, atacou o presidente. Ele destacou, porém, que não trabalha com essa hipótese. ‘É claro que os senadores, sabendo da importância de termos um embaixador gabaritado, aprovarão o nome dele’, pontuou.

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