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Brasil

Bolsonaro recua e corre atrás de quem tem vacina

Pedro Rafael Vilela - Mário Camargo, Edição

Negacionista do novo coronavírus e, consequentemente, sem ver necessidade de vacinação contra a Covid, o presidente Jair Bolsonaro caiu na real diante de um quadro catastrófico da pandemia no País, e decidiu, ele mesmo, ir atrás de fornecedores de imunizantes. Nesta terça, 6, o capitão apelou ao líder russo Vladimir Putin, por liberação imediata da vacina Sputnik V, mesmo sem que o produto tenha sido aprovado pela Anvisa.

A conversa entre os dois foi por telefone. O tema principal foi a aquisição de doses da vacina russa Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya. No Brasil a vacina é produzida pela União Química, que tem laboratórios em Brasília e São Paulo.

“Logicamente dependemos ainda de resolver alguns entraves aqui no Brasil, e estamos ultimando contatos com as demais autoridades, entre eles a Anvisa, [sobre] como nós podemos efetivamente importar essa vacina”, disse o presidente em vídeo publicado nas suas redes sociais. Mudou, assim, o discurso. E dá entender que a Covid não é apenas uma gripezinha.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou a dispensa de licitação para aquisição de 10 milhões de doses do imunizante russo, ao custo de R$ 639,6 milhões.

Na conversa, os dois presidentes também acertaram o envio de uma equipe da Anvisa à Rússia, para inspecionar as instalações de produção da Sputnik V e de seus insumos. Ainda esta semana, diretores da Anvisa também devem receber o embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Labetskiy, para discutir formas de acelerar a importação do imunizante.

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