Libertadores

Borja marca dois e Palmeiras se dá bem contra o Cerro

Foto/EstadãoConteúdo
Ciro Campos

Felipão, Borja e Libertadores. A combinação começou bastante promissora para o Palmeiras na noite desta quinta-feira, 9. O time mostrou espírito copeiro, poder de decisão e conquistou um ótimo resultado no Paraguai, onde bateu o Cerro Porteño por 2 a 0 e encaminhou a classificação às quartas de final da competição.

No jogo de volta, no dia 30, no Allianz Parque, a equipe alviverde pode perder até por um gol de diferença. O vitorioso deste confronto vai enfrentar nas quartas de final o vencedor do duelo entre Corinthians e Colo-Colo.

A postura séria e decidida da equipe sobre como enfrentar um jogo eliminatório foi testada desde o início. O árbitro mostrou cartão amarelo para Moisés logo no primeiro lance. O Palmeiras mostrou não se enervar com o susto, nem com a crescente pressão de Cerro Porteño.

Na primeira vitória de Luiz Felipe Scolari em seu retorno ao clube paulista, a equipe mostrou maturidade para estudar o adversário e ser letal para marcar os gols quando as chances apareceram.

O mata-mata demorou para começar para as duas equipes. Só teve jogo para valer no segundo tempo. O primeiro tempo foi péssimo, marcado por erros de passes, lançamentos longos e muita marcação Foi preciso esperar quase 30 minutos para se ter um chute a gol em uma partida em que os times apostavam em esquemas de jogo parecidos, o 4-5-1.

Com esse cenário de futebol tão pobre, o gol só poderia vir de bola parada, como foi o caso. No primeiro minuto do segundo tempo Dudu cobrou falta e Borja, bem colocado, aproveitou sobra da defesa para fazer 1 a 0. O Palmeiras ficou em vantagem logo na primeira finalização certa a gol. Time efetivo e copeiro.

A vantagem deixou o Palmeiras com o jogo nas mãos. O time já havia estudado adversário, neutralizado os perigos e estava à espera de nova chance para definir o jogo. Inteligente e muito efetiva, a equipe teve sabedoria para aguardar nova chance e fazer 2 a 0 aos 25 minutos, com nova finalização de Borja.

Os paraguaios exageraram nas faltas e nas reclamações com a arbitragem. Faltou ter doses maiores de futebol, no entanto. O Palmeiras controlou o restante do jogo sem precisar se esforçar muito. Com qualidade e vantagem, a equipe começou a mostrar no mata-mata a postura decidida de quem quer transformar a melhor campanha da fase grupos em título.

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