Curta nossa página


Dutch   English   French   German   Italian   Portuguese   Russian   Spanish


Brasil

Brasil se une ao mundo em defesa do ambiente

Carolina Paiva, Edição

Milhares de brasileiros deram as mãos nesta sexta, 20, a ambientalistas de todo o mundo, pedindo mais atenção ao clima. O evento se repetiu em todos os países, sem distinção, em maior ou menor proporção.

A ordem é chamar a atenção para os riscos das mudanças climáticas.  As manifestações ocorreram na ante-véspera da Cúpula pelo Clima, organizada pela Organização das Nações Unidas.

No Brasil, a maior manifestação aconteceu em São Paulo, com a mobilização de milhares de pessoas a partir das 16h no vão-livre do Museu de Arte (Masp), na Avenida Paulista.

Os manifestantes eram em sua maioria jovens, que exigiam ações concretas para frear as emissões de gases causadores do efeito estufa e de combate ao aquecimento global.

Na passeata podiam ser vistos cartazes com frases como Matar a Mata nos Mata; Em Defesa da Amazônia; Não Mude o Clima Mude o Sistema; Emergência Climática; Amo a Natureza. Havia também algumas bandeiras de centrais sindicais e de movimentos ambientais.

Crianças usaram os microfones para defender o clima, criticar o uso de agrotóxicos e o consumo excessivo de carne. Elas também diziam que, ao participar da manifestação, estavam fazendo algo pelo futuro.

As crianças seguravam faixas com mensagens como Por Um Mundo Sem Desmatamento e puxaram um grito de Se Você Não Mudar Não Vai Dar para Respirar.

Em Brasília, os manifestantes se reuniram em frente à Biblioteca Nacional à tarde. No início da noite, caminharam em direção ao Congresso Nacional. Parte dos manifestantes usava camisetas verdes e agitava bandeiras da mesma cor. Cartazes e faixas diziam “Somos a natureza”, “- carne + floresta” e “Não se respira dinheiro”.

O público ouviu políticos e representantes de movimentos estudantis e ambientais. Eles criticaram as políticas direcionadas ao desenvolvimento do agronegócio em detrimento da preservação da floresta.

“Temos um modelo de consumo, da forma com que as pessoas se relacionam com a natureza, que é insustentável. Ele prevê o crescimento a todo custo e isso tem um limite, e por não levar em conta uma série de questões que têm valor, mas não valor financeiro. As novas gerações estão reparando isso”, disse Raphael Sebba, porta-voz da Fundação Mais Cerrado.

No Rio de Janeiro, ativistas do meio ambiente se concentraram desde o início da tarde na Praça XV. Carregando muitos cartazes com dizeres contra o desmatamento e pela preservação da natureza, os ambientalistas discursaram e depois saíram em caminhada pelas ruas centrais da cidade, até a Cinelândia, tradicional ponto de manifestações políticas.

Para o ambientalista Sérgio Ricardo, um dos fatores positivos da manifestação foi a presença de muitos jovens, que acordaram para o problema. “Aqui no Rio, a região mais vulnerável é a Baixada Fluminense, onde houve a ocupação desordenada das margens de rios. E o mundo caminhando para aumento climático de 1,5 grau Celcius (°C), haverá fortes inundações das áreas litorâneas”, alertou.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2019 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência Estadão, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.

Segue a gente