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Brasília

Brasília ganha nova estação de energia limpa

Hédio Ferreira

Diversificar a matriz energética do Distrito Federal é fundamental para garantir o futuro e a qualidade de vida dos brasilienses. Nesse sentido, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem apoiando a geração de energia limpa, como a fotovotaica (emitida pela luz solar), e a aplicação de novas tecnologias capazes de atender as demandas da cidade.

Neste sábado (7), mais uma usina de energia solar foi instalada por aqui, desta vez em São Sebastião. Com 9 mil placas para captação da luz do sol que será convertida em eletricidade, a PO Energy chega ao mercado e traz consigo a capacidade de produzir 1,5 milhão de quilowatts/hora ao ano – o suficiente para abastecer 2,8 mil residências populares. O governador em exercício Paco Britto participou da inauguração, ao lado do empresário Paulo Octavio.

Por ser fonte de geração renovável, a energia fotovoltaica contribui positivamente na redução de emissões de gases de efeito estufa com impacto positivo de milhares de toneladas de CO2 que deixam de ser emitidos na atmosfera. “Consolidar a matriz de energia limpa como base do futuro do Distrito Federal é uma das metas do Plano Estratégico 2019-2060 do GDF. Trata-se de um objetivo a ser buscado pelo Executivo até o centenário de Brasília”, ressaltou Paco.

Energia elétrica
Praticamente toda a eletricidade consumida em Brasília não é gerada no Distrito Federal. A matriz energética daqui é amplamente representada pela energia de origem hidrelétrica: cerca de 80% proveniente de Furnas e 20% de Itaipu. Isso representa uma dependência do Sistema Interligado Nacional (SIN). Inicialmente a PO Energy irá abastecer os prédios comerciais do Grupo Paulo Octavio. No horário de pico, das 12h às 13h, a PO Energy terá capacidade de produzir 3 megawatts de potência.

Um estudo da WWF Brasil feito em 2016 sobre o potencial da energia solar fotovoltaica de Brasília revelou que a capital federal possui diversas razões para ser a impulsionadora da energia solar no país. No coração do Brasil, a capital tem um período seco que dura quase seis meses do ano e é beneficiada pelos índices de irradiação solar – o recurso solar do Centro-Oeste é equivalente ao encontrado na região Nordeste e uma das melhores irradiações da região se encontra no Distrito Federal.

Assim, segundo o estudo, basta instalar placas fotovoltaicas em 0,41% da área do DF para gerar, com energia solar, toda a eletricidade consumida na região.

Exemplo
Os primeiros passos já vêm sendo dados. Desde 2017, a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) usa energia solar durante o dia e só liga a energia fornecida pela Companhia Energética de Brasília (CEB) à noite. “A expectativa é de que, com novos empreendimentos apoiados, principalmente, pelo GDF, ações como essa se repliquem”, aposta Paco Britto.

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