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Brasília

Brasilienses vão à luta contra feminicídio

Foto: Valter Campanato/ABr
Mariana Tokarnia, Camila Boehm e Vladimir Platonow

A luta contra o feminicídio é um dos temas principais da Marcha das Mulheres no Distrito Federal, que tem como lema Pela vida de todas as mulheres, resistiremos!. O ato deste ano foi organizado em formato de cortejo. Cada uma das 14 alas representava um grupo específico. Entre eles: Mulheres do Axé, Movimento de Mulheres Negras, LesBiTrans – de mulheres LGBT – e Feminismo Popular.

“As mulheres estão sofrendo, mas comemoramos, estarmos vivas. Não abaixaremos a cabeça”, diz Hellen Frida, uma das organizadoras, representando a Casa Frida, espaço cultural localizado em São Sebastião, a 22 Km do centro da capital.

No ano passado, 53 assassinatos de mulheres foram classificados como feminicídio pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, mais do que o dobro registrado em 2017: 24 casos. Segundo o ministério, houve 7.036 tentativas de feminicídio em 2018 – 2,5 vezes a mais do que no ano anterior: 2.749.

A concentração começou às 16h em frente à rodoviária. A marcha começou por volta das 19h. Mulheres de todas as idades, das mais diversas partes do DF estavam presentes. Parlamentares federais e distritais também participaram do ato.

A dona de casa Cleudiane Ferreira, 40 anos, era uma das mulheres no ato. Em um dos braços, ela carregava o filho menor. A mais velha, puxava a barra da blusa: “Vamos mãe”. Cleudiane confessa que trouxe as crianças porque não tinha com quem deixá-las, mas fazia questão de estar presente. “Hoje é nosso dia. Temos que lutar por nossos direitos”, diz.

A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), cujo assassinato completa um ano sem solução no dia 14, foi homenageada. “É um crime não solucionado que fez com que a gente entendesse a importância de ocupar esses espaços, a importância de termos mais mulheres como ela ocupando mais cadeiras de poder”, diz a publicitária Carola Oliveira, de 35 anos.

Entoando gritos como “Nenhuma a menos, vivas nos queremos” e “Juntas somos gigantes”, o grupo se aproximou do Congresso Nacional. O cortejo teve que virar uma rua antes da alameda das bandeiras dos estados brasileiros, mais próxima do Congresso. Geralmente, as manifestações vão até esse ponto. Segundo a Polícia Militar do DF, isso ocorreu para que o trânsito não fosse prejudicado.

De acordo com a Polícia Militar, a marcha contou com cerca de 1 mil pessoas. A organização estimou a presença de 5.000 mulheres.

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