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Cultura

Caminho de Casa mostra preconceitos contra cães

Foto/Divulgação
Luiz Carlos Merten

Tanto já se discutiu a questão do racismo no vencedor do Oscar deste ano – Green Book – O Guia, de Peter Farrelly – que, com todo respeito pelo aspecto branco/negro da questão racial, é preciso pedir licença para falar sobre outro tipo de preconceito, e ele vem embutido no formato de um ‘dog’s movie’.

Filmes com e sobre cães se constituem numa vertente específica do cinema de Hollywood. Dentro dessa vertente, ainda existe outra, mais específica ainda. Cães, separados de seus donos, estão sempre tentando voltar para casa.

É o que ocorre com Bella, a protagonista de A Caminho de Casa, novo longa dirigido pelo ator Charles Martin Smith. Você sabe quem é – como ator, Smith foi um dos garotos de Loucuras de Verão, de George Lucas, depois um dos ‘intocáveis’, na versão de Brian De Palma para o velho êxito da TV. Em 1983, foi o cientista de Lobos Não Choram, o clássico de Carroll Ballard que permanece com O Corcel Negro, do mesmo diretor, como dois dos melhores filmes sobre animais.

O próprio Smith, tornando-se diretor, fez Winter – O Golfinho, 1 e 2. Eis que ele conta agora a história de Bella. No filme, ela fala com a voz de Bryce Dallas Howard. A vida de Bella é uma série de infortúnios até ser adotada por Jonah Hauer-King e sua mãe, Ashley Judd. Perseguida por um policial, é enviada, para sua segurança, a uma instituição distante. Mas ela foge, atravessando os EUA – centenas de milhas – para reencontrar os donos.

Lassie, Rin-Tin-Tin, Minha Vida de Cachorro, Sempre ao Seu Lado, Marley e Eu. A lista de filmes de cachorros é imensa. A Caminho de Casa pode não ser o melhor de todos, mas possui um charme particular. Foi escrito pela dupla Cathryn Michon e Bruce W. Cameron, que colaborou com Lasse Hallström em A Dog’s Purpose/As Quatro Vidas de um Cachorro. Qual é o sentido da vida de um cachorro? Amar seu dono? Bella enfrenta múltiplos perigos. O mundo é hostil, e o que o diretor e seus roteiristas denunciam é o racismo contra os pitbulls. A palavra é forte demais – o preconceito. Com os dobermans, talvez sejam os mais odiados dos cães. Têm a fama de agressivos, sanguinários. A Caminho de Casa procura desmontar o mito. Não falta nem mesmo uma explicação para a origem do nome, pitbull. E Bella, com aquela carinha, é uma graça.

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