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Mundo

Caracas denuncia jogo sujo para tentar incriminar Maduro

Wiliam Urquijo Pascual/Vi Pátria Latina

A Venezuela enfrenta hoje novas tentativas de usar as instituições da ONU para aplicar medidas coercitivas, politizando a questão dos direitos humanos, disse uma fonte especializada. Os sinais do uso de meios institucionais contra a nação sul-americana aumentaram nas últimas semanas, ‘e têm a marca distintiva dos Democratas na Sala Oval em Washington’, de acordo com um relatório publicado pelo Instituto Samuel Robinson.

De acordo com um artigo publicado por este centro de estudos do Pensamento Original com sede em Caracas, a criação de um arquivo de falsa criminalização faria parte dos mecanismos de dissuasão do ‘poder brando’ para uma mudança de regime em Caracas.

Nesta linha de ação, na quarta-feira passada, a chamada Missão Internacional de Descoberta apresentou uma nova avaliação da situação no país sul-americano antes da 46ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, com reiteradas declarações nesta área.

A comissão supostamente independente emitiu seu relatório sem colocar os pés no solo venezuelano, sem comparar suas conjecturas com informações oficiais e sem utilizar mecanismos de verificação confiáveis, numa posição atormentada pela arbitrariedade, de acordo com o Instituto Samuel Robinson.

A fonte disse que este avanço institucional paralelo na ONU contra a Venezuela ocorre simultaneamente com o relançamento das questões humanitárias pelos governos da Colômbia e dos Estados Unidos, que anunciaram medidas favoráveis aos migrantes venezuelanos. São ações com âmbito de propaganda, instrumentalizadas para legitimar operações de asfixia contra o Estado venezuelano, destacou o centro de estudos em seu relatório.

Ao reiterar seu desconhecimento de mecanismos paralelos ao sistema da ONU, o governo venezuelano rejeitou em uma declaração as observações da Missão Internacional, por sua falta de apoio das matrizes da mídia e sem contato direto com a realidade do país.

O governo venezuelano afirmou que a criação da comissão, resultado de uma resolução promovida por um pequeno grupo de países ‘com graves situações internas de violação dos direitos humanos’, é um exemplo do uso político dos mecanismos internacionais. Além disso, a Alta Comissária da ONU Michelle Bachelet apresentou na véspera da atualização oral de seu relatório sobre a Venezuela, rejeitado por Caracas por carecer do equilíbrio necessário e repleto de informações não verificadas.

O representante venezuelano no Conselho de Direitos Humanos, Héctor Constant, questionou que uma avaliação sobre a situação do país naquela área ignora ou omite a existência de uma agressão multiforme de Washington e seus aliados.

Da mesma forma, o Ministério das Relações Exteriores descreveu as declarações do funcionário como imprudentes e lamentou o ‘relatório desequilibrado emitido por mandato de uma resolução politizada, (…) promovida pelos Estados Unidos através do autodenominado Grupo Lima’. O Executivo Bolivariano considerou preocupante que o Alto Comissário ceda à pressão de atores anti-venezuelanos e faça declarações tendenciosas longe da verdade, fazendo eco de campanhas de mídia e apresentando especulações ideologizadas como fatos.

Isto, apesar da presença do Escritório na Venezuela e dos mecanismos de diálogo fluido derivados da recém renovada Carta de Entendimento sobre assistência técnica e cooperação, de acordo com uma declaração emitida pelo Ministério das Relações Exteriores.

Diante deste cenário, o governo venezuelano informou que reverá a relação com o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, a fim de garantir a estrita adesão aos princípios de objetividade, imparcialidade e não-interferência nos assuntos internos.

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