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Rio

Chacina mascarada de ‘operação policial’ deixa 22 mortos

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Foto/Imagem:
Bartô Granja, Edição - Foto Reprodução

Uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal (PF) na Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, provocou confronto entre criminosos e agentes de segurança nas regiões de mata da localidade. Uma mulher da comunidade da Chatuba foi atingida por um tiro dentro de casa e não resistiu.

“A comunidade da Chatuba não faz parte da operação, mas é uma comunidade vizinha. Ela [a mulher] foi atingida no momento em que os criminosos atacaram os policiais no início da operação. O local foi preservado para que fosse feita a perícia”, disse o coronel Blaz, porta-voz da PM.

A área foi isolada por uma equipe da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para perícia da Delegacia de Homicídios da Capital.

A PM diz que foi recebida a tiros quando iniciava uma “operação emergencial” com o objetivo de prender chefes de uma facção criminosa que estariam escondidos na comunidade. Segundo a polícia, chefes de outras favelas, como Jacarezinho, Mangueira, Providência, Salgueiro e até de Estados do Norte e do Nordeste estariam abrigados na Vila Cruzeiro.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que sete fuzis e quatro pistolas foram apreendidos. Na localidade conhecida como Vacaria, 16 veículos, sendo dez motocicletas e seis carros usados por criminosos em fuga, foram recolhidos.

Conforme a PM, a operação foi feita em caráter emergencial depois que a polícia detectou que havia uma reunião de chefes do Comando Vermelho na comunidade. “Estamos falando de uma facção criminosa que é responsável por mais de 80% dos confrontos armados do Rio”, disse.

Criminosos
Segundo o coronel Blaz, a operação teve como objetivo a prisão de líderes da facção criminosa que opera na região, no Jacarezinho e Mangueira, também na zona norte. Além disso, eles estão também dando abrigo a criminosos de outros estados como Pará, Rio Grande do Norte, Amazonas e Alagoas. “Entre eles há criminosos do Pará que só este ano já mataram 13 agentes de segurança pública”, informou.

O coronel disse, também, que a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal se explica porque a operação envolve buscas a criminosos de outros estados envolvidos com tráfico de drogas e roubo de carga. “Estão na operação porque há criminosos de outros estados guardados ali na comunidade. São vários crimes, entre eles, tráfico de drogas e roubo de carga. Por isso, se justifica a presença da PRF e PF”, explicou.

Blaz informou, ainda, que as investigações que levaram à deflagração da ação policial já vinham sendo feitas há tempo, mas não especificou quando começaram.

Escolas
A Secretaria Municipal de Educação informou que, por causa das operações policiais na Vila Cruzeiro e proximidades, 19 escolas da região foram fechadas, prestando atendimento remoto.

“É importante lembrar que a Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, instituiu o Programa Acesso Mais Seguro em unidades localizadas em áreas de conflito. O programa tem como meta reduzir riscos por meio de protocolos aplicados por professores, alunos e toda a comunidade escolar em situação de risco. Sempre que há uma situação de risco o protocolo é acionado”, completou, em nota, a secretaria.

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