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Mundo

China usa força contra rebelião em Hong Kong

Bartô Granja, Edição

A polícia de Hong Kong realizou vários lançamentos de gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes anti-governo neste domingo (4), após confrontos violentos um dia antes, e Pequim disse que não deixaria a situação persistir.

Centenas de manifestantes mascarados bloquearam estradas, pintaram semáforos e iniciaram incêndios. A polícia de choque confrontou os manifestantes, que adotam táticas de mudar rapidamente de lugar, para escapar das autoridades.

A agência de notícias oficial da China, Xinhua, informou no domingo que o governo central não vai ficar de braços cruzados.

O governo também disse que ocorreu uma “violação flagrante da lei”, e que os protestos prejudicam a sociedade de Hong Kong e a vida econômica. “Tais atos já foram muito além dos limites da paz e protestos racionais”, disse em um comunicado.

A cidade controlada pelos chineses, um centro financeiro asiático, tem sido abalada por meses de protestos que começaram contra uma proposta de projeto de lei para permitir que as pessoas sejam extraditadas para serem julgadas na China continental.

As manifestações acabaram se transformando em apelos por mais democracia. Uma greve geral com o objetivo de parar a cidade foi planejada para segunda-feira.

Os protestos de Hong Kong apresentaram o maior desafio para o líder chinês Xi Jinping desde que assumiu o cargo em 2012.

Pior crise em 22 anos
A ex-colônia britânica enfrenta sua pior crise desde que foi devolvida à China, em 1997. Este é o nono fim de semana consecutivos de grandes mobilizações, seguidas em muitos casos por confrontos entre pequenos grupos radicais e as forças de segurança.

A crise eclodiu há dois meses, com a oposição a um projeto de lei em Hong Kong – atualmente suspenso – que permitiria extradições para a China. Mas o movimento acabou se transformando em uma campanha de denúncia contra a redução das liberdades na megalópole e para exigir reformas democráticas.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, que suspendeu o polêmico projeto de lei, tem feito poucas aparições públicas. Os manifestantes exigem sua renúncia e uma investigação independente sobre a estratégia policial, assim como anistia para as pessoas detidas pelos protestos, a retirada total do projeto de lei e o direito de escolher seus dirigentes.

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