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Brasil

Ciro pede recuo, Lula avança e passa Bolsonaro

Mário Camargo

No dia em que o ex-ministro Ciro Gomes pediu que o ex-presidente Luiz Inácio desse um passo atrás na corrida ao Planalto, o metalúrgico deu um passo à frente. Não literalmente, mas na pesquisa  XP/Ipespe, onde o petista, desde que deixou a prisão, aprece um ponto percentual à frente do presidente Jair Bolsonaro.

O que vem se observando nos últimos dias é que com as condenações de Lula na Lava Jato canceladas, embora não necessariamente já inocentado, Lula ganha terreno em suposta disputa pelo Palácio do Planalto contra Jair Bolsonaro. O resultado é apertado, bem além de um empate tévnico, mas é um avanço: 29% a 28%.

A pesquisa XP/Ipespe foi feita entre 29 e 31 de março, e divulgada nesta segunda, 5.  Ciro pediu que Lula abandonasse a corrida logo no início da manhã. O estudo sobre a corrida eleitoral foi divulgado no início da noite.

No mesmo levantamento estimulado, a opção “outros” (Luiz Henrique Mandetta, Luciano Huck, João Doria e Guilherme Boulos) aparece com 14%; branco/nulo/nenhum, 12%; e tanto Sergio Moro como Ciro Gomes têm 9%.

A XP/Ipespe também sondou as intenções de voto num eventual segundo turno entre Bolsonaro e Lula. O resultado mostra empate técnico, mas com o petista novamente numericamente à frente: 42% a 38%. Na pesquisa anterior, feita em 11 de março, o presidente tinha 41% e o petista, 40%.

A mesma pesquisa XP/Ipespe mostra que o governo de Jair Bolsonaro é considerado ruim ou péssimo por 48% dos brasileiros. A rejeição aumentou 13% em quatro meses.

Ao defender uma aliança ampla (sem a presença de Lula) capaz de impedir a reeleição de Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, ele mesmo pré-candidato, sugeriu que o petista se inspirasse no exemplo de Cristina Kirchner, que deu um “passo para trás” e aceitou ser vice de Alberto Fernández. Ele também  citou como exemplos “desastrados” de tentativa de perpetuação no poder o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e o ex-presidente da Bolívia Evo Morales.

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