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Veículos

Civic Si e Golf GTI tiram as diferenças a limpo

Foto: Tiago Queiroz/EstadãoConteúdo
Hairton Ponciano

Um tem câmbio manual. O outro, automatizado de dupla embreagem. Um é cupê de duas portas, enquanto do outro lado há um hatch de quatro portas. O primeiro é o Civic Si de décima geração, que acaba de chegar do Canadá por R$ 159.900. Mal desembarcou, o Honda encontrou o Golf GTI reestilizado, feito pela Volkswagen em São José dos Pinhais (Paraná) e tabelado a partir de R$ 143.790.

Apesar das diferenças, os dois são parelhos quando o assunto é prazer ao volante: são potentes, rápidos, estáveis, têm direção direta e frenagem segura. Ou seja, não desapontam quem busca um esportivo arisco.

Os dois têm motor com turbo (novidade no Si) e injeção direta de gasolina. Em termos de potência e torque, o GTI sai na frente graças ao propulsor bem maior. Seu 2.0 ganhou 10 cv e passou a 230 cv, com torque de 35,7 mkgf a partir de 1.500 rpm.

O curioso é que o novo Honda acompanha o forte ritmo do rival, apesar de seu quatro-cilindros ser menor. Trata-se do mesmo 1.5 da versão Touring, mas com a potência elevada de 173 para 208 cv, enquanto o torque passou de 22,4 a 26,5 mkgf, a partir das 2.100 rpm.

A grande diferença de força (e da rotação em que aparece) é notada principalmente quando o conta-giros do Civic Si está abaixo das 2.000 rpm, situação em que o cupê demonstra uma leve anemia. Acima disso, o cupê fica endiabrado. Já o Golf só não tem força se estiver desligado.

Há tanta disposição que o Si e o GTI dão uma leve “fritada” de pneus ao arrancar, mesmo com o controle de tração ligado. A Volkswagen informa que o Golf vai de 0 a 100 km/h em 7 segundos. A Honda não divulga dados de desempenho desse Civic.

A maior diferença entre eles (afora a carroceria) é como cada um lida com a força disponível. Os dois têm seis marchas, mas, enquanto o Volks traz a caixa de dupla embreagem (DSG), o Honda continua fiel ao câmbio manual. Isso faz do Civic Si um carro destinado a puristas.

O ato de mudar marchas manualmente torna mais lúdica a experiência ao volante do cupê. O câmbio, de alavanca pequena e bem posicionada, engates precisos e relação curta, deixa o Honda muito ágil.

Suspensão independente nas quatro rodas, tração dianteira e rodas de 18 polegadas são comuns a ambos. O Golf é um pouco mais macio. Além disso, oferece quatro modos de condução, do econômico ao esportivo, além do personalizável (pode-se regular as respostas da direção e motor separadamente, por exemplo). No Civic há apenas um botão que aciona o modo esporte. Mas isso deixa o cupê sem modos, estúpido aos comandos do acelerador.

No fim de uma disputa parelha, o Golf GTI levou a melhor por se moldar ao estado de espírito do motorista – pode ser confortável ou esportivo. O Civic Si é feito para quem quer esportividade em tempo integral.

O Civic tem estilo um tanto espalhafatoso, por causa da carroceria cupê e do aerofólio destacado, entre outras características. Já o Golf gosta de chamar atenção sonora: emite fortes estampidos nas trocas de marcha, quando se pisa fundo no pedal da direita. Os dois recebem muito bem o motorista. No Honda, os bancos são mais esportivos e a posição ao volante é mais baixa. O Si não traz regulagens elétricas, nem como opcional (o cupê é vendido no País com pacote fechado de equipamentos).

No Golf, os ajustes elétricos são extras, em um kit que inclui revestimento de couro e sai por R$ 5.900. Além disso, o hatch da VW oferece teto solar (R$ 4.800) e um conjunto que traz faróis Full LEDs, assistente de farol alto, frenagem automática e auxilio de estacionamento por mais R$ 9.200. A configuração completa, como o carro avaliado, sai a R$ 163.690. Além dos 10 cv a mais, a linha 2019 do Golf GTI traz, entre as atualizações, para-choques redesenhados, um friso vermelho que atravessa não apenas a grade, mas também os faróis, quadro de instrumentos virtual (de série) e nova central multimídia, de 8 polegadas. No número de air bags, o jogo fica 7 a 6 para o Golf. Além dos frontais, laterais e do tipo cortina, o GTI tem um de joelhos, para o motorista, item que não é oferecido no Si.

Si e GTI são duas siglas muito caras (tanto no sentido estimativo quanto no aspecto financeiro) para quem gosta de esportivos. Os dois têm motores potentes, aceleram muito bem e oferecem ótima estabilidade. Além do mais, há o visual agressivo. A maior diferença é que o Golf, além de rápido, consegue ser dócil se o motorista decidir não provocá-lo.

Com o Civic é diferente. O quadro de instrumentos e a tela central vermelhos são um prenúncio de que ali não há “zona de conforto”. Parece que quem assume o volante tem de estar o tempo todo com “sangue nos olhos e faca nos dentes”. Enquanto no Volkswagen há uma tela para incentivar economia de gasolina, o Honda mostra informações como pressão do turbo e a porcentagem de uso de acelerador. Há até shift lights, luzes que indicam o momento ideal para as trocas de marcha.

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