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Brasil

Claque virtual prepara adeus a Jair Bolsonaro

Ka Ferriche

“Meu caro amigo me perdoe, por favor. Se eu não lhe faço uma visita”.

A decrescência da popularidade do seu governo, Jair, ainda injusta no parecer daqueles que entendem as suas dificuldades e inimigos que não são pessoais, mas institucionais, é resultado da sua teimosia. Alguns entendem como insegurança de alguém que chegou ao cargo máximo do poder por um acidente de percurso, uma aposta louca que deu certo, um Royal Straight Flush inesperado. Os mais informados sabem que o desaparecido Gustavo Bebianno foi responsável por muito da sua aposta vencedora. São testemunhas dessa trajetória.

“Uns dias chove, noutros dias bate sol.Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta”.

A sua suburbanice, Jair, somada à aventura adolescente de seus meninos de ouro, incluindo o judeu da comunicação, provocaram o STF que está debochando da sua cara. A sua algoz, a TV Globo, é uma mera concessionária. Tem imposto aos brasileiros que não dispõem de facebookizinhos, twitterzinhos e instagramzinhos, uma opinião formada sobre tudo sem o contraditório. Pobre vê reprise de novela quando tem fome. A Presidência da República tem a obrigação de veicular a sua versão sobre o momento que estamos vivendo, deve colocar à análise popular o contraditório. Deve explicar as performances do presidente ao visitar padarias e recusar o uso de máscaras. Existem argumentos científicos para essa análise e convencimento, mas não para exposições entendidas como desafiadoras e ameaçadoras, como a TV Globo faz entender. O STF tem tomado decisões inconstitucionais baseado no convencimento da tese do isolamento até o país quebrar. Qual a razão da comunicação da Presidência não veicular na mesma TV Globo campanhas de esclarecimento? É birra? Não querem dar um dinheirinho para os Marinhos? Burrice.

“Meu caro amigo eu não pretendo provocar. Nem atiçar suas saudades”.

Jair, sua atuação no parlamento foi solitária, nem por isso menos autêntica, mas a sua solidão parlamentar por prolongados anos pode ter comprometido a sua razão. A sua visão é limitada. Sua aproximação com Israel pode até ser acertada, mas por conta disso entregar a comunicação a um suposto representante da causa, inexperiente, é um equívoco sem precedentes. Se quer destruir a TV Globo, justificadamente, então exerça seu papel de presidente. Despeje nela, que é uma única forma de falar com milhões de brasileiros confinados em favelas e rincões, as suas razões. De forma didática, com linguagem simples e direta, exerça o seu poder de forma constitucional para que a opinião pública entenda o que está ocorrendo. Se quer matar a TV Globo, encontre outro caminho legal, não a omissão, não a inutilização do maior meio de cobertura nacional. Seu Twitter não vai cobrir o Brasil. É muito fácil entender a receita da vovó: transforme o veneno em remédio. Ocupe todos os intervalos da platinada contando a versão do governo. A TV Globo vai enlouquecer, que tal?

“E a gente vai se amando que, também, sem um carinho. Ninguém segura esse rojão”.

Parceiros de primeira hora, como Notibras, que imaginaram um novo tempo de moralidade, decência, honestidade, acreditaram sempre nessa premissa. Embora desprezado pelo Planalto, como muitos outros veículos de comunicação, que não desejavam favores, facilidades, prioridades, nosso editorial nunca será uma “Maria vai com as outras”. Grandes nomes do jornalismo consolidaram este veículo de informação que comemora mais de duas décadas de atuação, com leitores assíduos nos cinco continentes. Renomados e premiados publicitários internacionalmente também fazem análises técnicas independentes. Jair, sua incompreensão sobre o universo maior de seus comandados, sua inaptidão para formar equipes e confiar nelas, está matando seus apoiadores. Seja corajoso, imprima uma comunicação profissional, técnica, competente. A sua é, como diria o astrólogo Olavo de Carvalho, uma merda. Ou são submissos, amam o cargo que ocupam e só desejam agradá-lo. E afundá-lo. Um profissional honesto e técnico, diria: “Presidente, devemos veicular uma campanha esclarecendo a demissão do Sérgio Moro, a utilização da hidroxicloroquina, a liberação do comércio, o isolamento horizontal, vertical, transacional, não importa, a Presidência deve esclarecer e fundamentar. Além disso, massificar nas redes de televisão abertas. Quer matar os inimigos da imprensa, faça pelos canais legais, mas deixar de utilizá-los como castigo é uma idiotice. Não é tarefa para redes sociais em um país onde a cobertura ampla é feita pela TV aberta. Robozinhos não são capazes de cumprir essa importante missão. Orgulho de pobre é mesmo um desastre. Outro problema é morrer pela boca, depois sem saber o que fazer sendo acusado de ser homofóbico, quando os concorrentes identificaram um filho gay entre a sua prole. É, Jair, está difícil defendê-lo. Sua claque “mito, mito”, é formada por idiotas tão iguais quanto aqueles que gritaram “Lula Livre”. Merdas que estão ficando iguais.

“A Luiza manda um beijo para os seus. Um beijo na família, na Marielle e nas crianças. O Santos Cruz aproveita pra também mandar lembranças. A todo o pessoal. Adeus”

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