Curta nossa página


Recordações

Constelação da saudade

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Hoje, longe de tudo que recorda teu nome,
ainda sigo a te buscar.
Procuro-te no sopro do mar,
no azul profundo do céu,
nas ruas que se vestem de silêncio,
nas noites em que a lua vigia.

Te busco nas madrugadas inquietas,
nas manhãs que florescem em primavera,
nas areias que guardam passos invisíveis,
na solidão que se instala como sombra.
E quando encontro tua ausência,
ela se revela em lágrimas,
mas também em centelhas de esperança.

Te encontro no coração que pulsa,
no brilho que insiste em permanecer,
na saudade que se faz infinita,
na alma que se ancora em teu nome.
Te encontro no frio do inverno,
na melancolia do outono,
na lembrança que aquece como fogo antigo.

Depois de ti, restou a saudade,
mas também o perfume suave das noites vividas,
o sabor guardado nos lábios da memória,
a essência de um amor que não se desfaz.

E assim, mesmo na distância,
te encontro em cada canto do universo,
como estrela que nunca se apaga,
como chama que insiste em arder.
Pois amar-te é atravessar o tempo,
é transformar ausência em presença,
é fazer da saudade um altar,
onde teu nome é oração eterna.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.