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Casa e Decoração

Contornos diferentes na hora de dar charme ao ambiente

Camila Lima

Para alguns, curtir a casa nos meses de inverno significa passar as horas de frente para uma lareira. Para outros, o melhor a fazer é se jogar no sofá, providenciar um bom vinho e desvendar séries e mais séries de televisão. Já para a Missoni – uma das marcas ícones da moda italiana e expert na criação de tecidos sofisticados, de base artesanal – alegria mesmo é vestir a casa toda para a estação, recriando o desenho de móveis, utensílios domésticos e itens decorativos por meio de uma técnica que fala muito de perto à memória de todos, o crochê.

A ideia, de contornos oníricos, temperada por generosas pitadas do mais puro surrealismo, deu vida a uma das instalações mais disputadas da Semana do Design de Milão, Itália, em abril último. Indo do macro ao micro, a mostra, intitulada ‘Home, Sweet, Home’, encantava seus visitantes tanto por sua grandiosidade, quanto pela sua riqueza de detalhes. Tudo com um perfume tipicamente retrô e, com ideias certeiras para aquecer qualquer espaço, esteja ele em que canto do planeta estiver.

Do quarto ao banheiro, passando pela sala e cozinha, uma casa completa, com todos os seus ambientes foi montada dentro do showroom da grife. Dentro dela, praticamente tudo aparecia recoberto por fios, tramas e, é claro, o inconfundível efeito ziguezague característico dos tecidos da grife. A maestria no uso das cores era um capítulo à parte. Ora neutras, ora explosivas, refletindo o espírito de uma marca para a qual a harmonia cromática é um dado crucial.

Estantes, encostos de cadeiras, pés de mesa, camas, nada passou despercebido dos olhares apurados de Angela Missoni, diretora criativa e CEO da grife, e de Alesandra Roveda, a designer convidada para dar vida ao projeto. As minúcias foram levadas tão a sério pela dupla que até itens impensáveis ressurgiram de roupa nova. O jardim ganhou cactos recobertos por fios de lã, assim como a sala, um lustre livre de cristais, mas repleto de pingentes de tecido. Um skate e uma bicicleta estacionados despretensiosamente no portão da casa, também foram vestidos para a ocasião. E até mesmo objetos em geral preteridos em qualquer projeto – inclua nesta lista baldes de limpeza, vassouras e até latas de lixo – ganharam um visual mais divertido e posição de destaque.

A intenção da Missoni, que começou sua história com a moda em 1953 e a partir de 1981 passou a atuar no segmento casa, foi a de conferir aos objetos que fazem parte de nossa memória afetiva, uma releitura visionária. Já para Alessandra, formada em desenho industrial pelo Politécnico de Milão, a experiência foi uma forma de resgatar as memórias de sua avó, que passava horas dedicada às agulhas. “Eu faço crochê desde criança. Para mim ele é um ofício, uma arte, uma linguagem. Vejo o mundo ao meu redor como um playground, pronto para ser preenchido por seres mágicos que podem nascer de objetos esquecidos. Com o crochê, eu sou capaz de dar uma nova vida a tudo que me rodeia” diz ela. E você, gostou da ideia? Então que tal se inspirar nas ideias sugeridas por Alessandra e providenciar suas agulhas? Em meio ao inverno que apenas acabou de chegar, sua casa só tem a ganhar.

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