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Brasil

Covid escancara tudo no Brasil. Que país é esse?

Sérgio Mansilha

O que nós estamos fazendo. Vamos reconstruir melhor, ou vamos fazer a transição para a grandeza? Estamos lutando pela alma do Brasil, ou estamos passando por uma época tremenda e injusta que enfatiza o País das minorias e exclui todos os outros?

Pessoal, eu gostaria de sair para jantar, abraçar familiares e amigos sem se preocupar em receber ou dar Covid-19, gastar alguns poucos reais sem ansiedade, assistir a um filme e lidar com as notícias sem sentir um aperto no estômago. Mas tudo isso parece fora de alcance agora.

Quietude, sem indignação constante, seria excelente. Mas somos chamados a questões mais profundas.

Devemos nos esforçar para fazer as pessoas ao redor do mundo respeitarem e admirarem nosso país, ou deveríamos nos contentar em ser um objeto de piedade, uma lembrança de coisas passadas.

Vamos sacrificar agora por um futuro melhor para nossos filhos, ou vamos dizer às crianças que elas estão por conta própria e boa sorte. Não fiquei doente. Eduque-se. Procure sua irmã e irmão. Aperte o cinto com mais força. Espero que você possa conseguir um bom emprego algum dia.

Vamos dizer aos pais que eles têm que escolher entre seus empregos ou cuidar de seus filhos?

Vamos ajudar a classe média e o pequeno empresário em dificuldades ou dar outra rodada de reduções de impostos aos ricos para que eles possam comprar uma Lamborghini e mais ações?

Vamos garantir que todo brasileiro elegível possa votar, votar com segurança e contar com esse voto, ou somos o país que fará o possível para garantir que os ricos, com tons de pele aprovados atualmente, sejam os que controlam o futuro.

Vamos continuar sendo o país cujo pessoas acobertadas pelo sistema manobrem bandidos digitais para desdenhar os membros do Congresso, Judiciário e Cidadãos que questionam suas ações, ou vamos perceber que a lei, a ordem e a Constituição são compatíveis e soberanas.

Seremos as pessoas que fornecerão equipamentos de proteção individual adequados para os trabalhadores médicos e os socorristas, ou seremos o País que tolera a corrupção desenfreada nas compras e contratações, defende tratamentos ineficazes e perigosos e garante que as pessoas estejam bem quando não estiverem.

Manteremos todos no mesmo estado de direito ou permitiremos que poucos poderosos e favorecidos se tornem ricos além da imaginação às nossas custas.

Vamos reconstruir nossas estradas, pontes, portos e rede elétrica, ou gastamos o dinheiro em grandes corporações, esperando que elas construam um pouco em troca de se tornarem grandes demais para falir.

Vamos contribuir para ajudar a salvar o mundo de temperaturas extremas, fomes, secas, inundações, pragas e dramáticas perdas de espécies, ou trabalharemos com outras nações para impedir danos causados pelo homem ao meio ambiente.

Queremos saber o que nossos líderes políticos nos dizem é a verdade, mesmo quando desagradável, ou continuar a encolher os ombros o que nos dizem, porque todo mundo sabe que é tudo mentira.

Queremos indignação contínua, drama e excitação, ou procuramos respostas medidas, competência, justiça e civilidade.

Fala sério, pessoal. Quem somos nós?

Pense nisso.

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