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Crise na PM pode provocar queda do coronel Moura

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O comandante-geral da PMDF, coronel Anderson Moura, está sendo fritado pelo Palácio do Buriti. Empossado no cargo recentemente, ele deve deixar o comando como exigência de uma parcela acentuada dos militares, insatisfeitos com sua gestão. Mas, mesmo assim, ele nega que esteja de saída.

Em reunião com seus comandados, Moura afirmou que tem ouvido boatos de que deixaria o comando, em meio a protestos de policiais em favor de reajustes salariais. “Ouvi esse boato com muita tranquilidade, até porque não passa de um boato. O governador [Agnelo], a todo minuto, a todo o momento, reforça a nossa permanência para fazermos a negociação e o diálogo para atender aos interesses da instituição”, disse Moura.

O governador Agnelo Queiroz (PT) esteve na reunião com os comandantes-gerais para discutir a pauta de reivindicações das tropas. A principal demanda analisada foi o reajuste salarial de PMs e bombeiros. No entanto, nenhuma medida concreta foi anunciada. “Estamos conversando com os setores técnicos. O governador está empenhado e disse que está disposto a corrigir as distorções salariais provocadas em governos anteriores. Acredito que até o final da semana teremos uma resposta”, disse o comandante-geral da PM.

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