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Romário na Copa do Mundo

Da relatoria da CPI das Apostas à publicidade com ‘bet’

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@donairene13 - Foto Divulgação

Ter um senador da República atuando em outro país como comentarista da Copa do Mundo, sem sequer se licenciar de sua atividade parlamentar, já é por si só um escárnio. Afinal, Romário foi eleito para representar a população brasileira no Senado e é pago com dinheiro público para isso. Não dá para tratar como algo normal um parlamentar exercendo outra função enquanto deveria estar cumprindo seu mandato.

Mas o problema vai além. Durante a Copa, Romário apareceu em uma publicação conjunta com a Superbet. Isso levanta dúvidas importantes sobre transparência e sobre a relação entre agentes públicos e empresas de apostas, um setor que hoje vive sob forte questionamento no país.

A situação fica ainda mais grave porque Romário foi relator da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas entre 2024 e 2025. Ou seja, alguém que deveria investigar e fiscalizar esse mercado aparece publicamente ligado a uma dessas empresas. É uma contradição que precisa ser debatida com seriedade, porque mistura interesse público com interesses privados de forma preocupante.

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