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Casa e Decoração

De repente, um apê do jeito que ele queria

Foto/Reprodução
Caíque Alencar

Com pouco menos de 40 anos e bastante festeiro, o jovem morador deste apartamento em Curitiba sempre manifestou um interesse todo particular pela arte e cultura italianas. “Meu cliente tem uma ligação muito forte com a Itália. Especialmente com esculturas e pinturas do período clássico”, afirma o arquiteto Tiago Campetti, autor do projeto de reforma deste imóvel compacto, de 60m², realizado a partir de objetivos bem definidos.

“Ele possui uma coleção de ópera, com 2 mil CDs e cerca de 150 vinis, de modo que o apartamento teve de ser projetado para conter todo este volume”, afirma o arquiteto. E as demandas não pararam por aí. “Ele queria uma ambientação com ares de biblioteca e galeria de museu, mas que, nem por isso, fossem menos adaptadas às comodidades da vida contemporânea e, claro, funcional o bastante para receber seus muitos convidados.”

Isso posto, três meses foi o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos, que foram conduzidos a partir de dois eixos principais: um projeto luminotécnico eficiente, construído com base em fachos de luz concentrada, para imprimir ares de exposição ao consistente acervo de objetos e esculturas do dono do apartamento, e, paralelamente, uma escolha criteriosa dos revestimentos.

Fixa ao teto, uma estrutura metálica, com spots móveis de luz, foi a solução encontrada para dar destaque aos muitos quadros e bustos do proprietário. “Por conta de o imóvel ser relativamente pequeno e ter um pé-direito baixo, o morador não queria de forma alguma que sua altura fosse reduzida em absolutamente nada, o que eliminou a possibilidade de rebaixar o forro para instalar peças embutidas. Foi assim que chegamos a esse trilho para ter uma flexibilidade maior de iluminação”, conta Campetti.

Outro desejo do cliente era que o imóvel recebesse cimento queimado sobre seus pisos e paredes. Mas desde que o visual não ficasse industrial demais. Para tanto, o arquiteto optou por variar as texturas do material nos diferentes ambientes. Como no escritório, por exemplo, que acabou ficando mais leve e diferenciado do restante, por pretender ser um ambiente mais neutro, no qual, eventualmente, o morador recebe visitas por períodos curtos.

Embora o cimento queimado também avance para o quarto, também por lá ele foi empregado de maneira diferenciada, com o objetivo de proporcionar uma sensação de maior acolhimento. Como grande trunfo, surgiu a ideia de envolver a cama com piso vinílico de madeira natural, em formato de cápsula.

Do ponto de vista estrutural, a maior intervenção se deu na área da cozinha. Devido à configuração do apartamento, ela é o primeiro ambiente que se abre aos visitantes e, por isso, recebeu cuidados especiais. “A porta de entrada conduz diretamente a ela, de forma que a tratamos como um ponto focal e instalamos uma mesa que serve tanto para um ambiente quanto para o outro”, explica. Já o banheiro recebeu poucas intervenções. “A ideia era manter o que foi entregue pela construtora e só pensar nisso depois. Apenas agregar alguns elementos que o ligassem ao restante do projeto e caprichar na iluminação”, resume Campetti.

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