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Brasil

Deixa Coaf quieto, Bolsonaro. Quem não deve não teme

General Paulo Chagas

O Conselho de Controle de Operações Financeiras (Coaf) não toma, em nenhum caso ou hipótese, a iniciativa de analisar movimentações suspeitas. Isto só acontece se as instituições financeiras (bancos) as detectarem e as informarem ao Conselho para aprofundamento do conhecimento sobre os casos.

Os bancos são obrigados a participar ao órgão todas as irregularidades, incoerências e inconsistências financeiras encontradas em seus arquivos e controles.

Na medida em que as atitudes do Presidente Jair Bolsonaro em relação ao Coaf parecem ir ao encontro dos obstáculos interpostos à atuação do Conselho pelo Presidente do STF – apoiado por outros Supremos Ministros não menos controversos – e, ainda, considerando que esses entraves acabam por, de certa forma, parecer que beneficiam seu filho, Senador Flávio Bolsonaro, fica difícil para os brasileiros em geral, apoiadores ou não do seu governo, não desconfiar da total isenção de tais intervenções.

Informações veiculadas na imprensa de todos os níveis e matizes dão conta da conveniência desses óbices para os interesses pessoais dos que têm intervindo na atuação do órgão.

Seria salutar à imagem, ao prestígio e à confiança da população no Presidente e no seu governo que ele se afastasse desse assunto. Seria uma demonstração de isenção e de que nem ele, nem seu filho temem a atuação do Coaf, confirmando o célebre ditado popular de que “quem não deve não teme”!

É o que eu e muitos outros esperamos do nosso Presidente.

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