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Padre, figlio e amico

Desvio no Fuego espalha centelha e racha sociedade

Publicado

Foto/Imagem:
Pontes de Miranda Netto II - Fotos Reprodução

Não são só supostos assédios moral e sexual a funcionários que rondam o grupo do qual faz parte o Restaurante Fuego. Agora uma das casas de propriedade dos sócios – o restaurante Amano – vira caso de polícia por supostos desvios de dinheiro por um dos acionistas. A investigação surgiu a partir de denúncia do sócio André Rodrigues Sampaio contra Leandro Caetano Pompeo e Thiago Boita Lago. Outros dois nomes aparecem no folhetim da policia: Raul Pompeo Júnior, que transferiu suas ações para duas empresas individuais, e Carlos Eduardo Rodrigues, que surgiria como mera testemunha no contrato de alterações contratuais.

Um resumo do que pode ser lido (e traduzido) dos documentos: André Rodrigues Sampaio alega, em depoimento, que passaram a perna nele. André quer de volta o dinheiro a que supostamente teria direito e que foram sacados à sua revelia. Quer deixar sociedade levando o que é seu. E buscar novos ares (quem sabe um ponto com sabores e aromas em pratos especiais) como empresário de bem e para o bem.

A linguagem usada nas investigações policiais é técnica, mais apropriada a contabilistas e empresários acostumados a movimentar vultosas quantias em moeda corrente. Entretanto, qualquer leigo, lendo trechos dos registros policiais, vai concluir que amigos do alheio estão colocando a mão no cofre à revelia de outros reais donos.

A principal vítima, que levou o fato ao conhecimento das autoridades policiais, é o ainda sócio André. O Fuego é uma espécie de filial do Amano, embora constituída em outras bases societárias. No Amano, inicialmente, Leandro não aparece, dando lugar ao pai Raul Pompeo Júnior. Depois, via alterações contratuais, o pai sai de cena para dar lugar ao filho, que passa a ser o o responsável pela administração dos restaurantes.

A conclusão preliminar sugere que Leandro – que nos capítulos anteriores desta novela fazia o papel de Lobo Mau para comer Chapeuzinho Vermelho – se veste agora de testa de ferro (não vamos usar o termo laranja para não desmerecer a cor e o fruto do laranjal) do pai na sociedade. Raul aparece inicialmente como sócio porque o filho, batizado com nome de pau de galinheiro, não poderia, respeitadas as legislações financeira e tributária, ter nada em seu nome.

As partes envolvidas, procuradas, não foram localizadas – nem procuraram Notibras. Os documentos acima e abaixo (e a imagem principal que abre  matéria) são alguns dos fatos que subsidiaram este capítulo. Mas outros capítulos virão antes que a sociedade imploda, como explodem os fogos do réveillon que se aproxima.

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