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Fechando o cerco

Direita Brasileira comemora vitória de Espriella na Colômbia

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Antônio Albuquerque - Foto de Arquivo

O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e lideranças de seu grupo político celebraram, na noite deste domingo (21), a vitória do advogado Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia. Nas redes sociais, o senador classificou o resultado como mais um avanço das forças conservadoras na América Latina.

Em vídeo divulgado após a divulgação dos resultados, Flávio afirmou que o triunfo de Espriella reforça uma tendência regional de fortalecimento de pautas associadas à direita.

“As agendas de direita seguem triunfando em toda a América, porque lutamos contra organizações narcoterroristas, contra a corrupção, contra o aumento de impostos e para que nossas nações sejam livres e prósperas”, declarou.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), também comemorou o resultado. Em publicação nas redes sociais, associou a vitória colombiana ao cenário político brasileiro.

“Parabéns ao novo presidente de direita da Colômbia. Peru e Colômbia endireitando. Em outubro será o Brasil”, escreveu.

A disputa presidencial colombiana foi marcada pelo equilíbrio. Com 99,45% das urnas apuradas, Abelardo de la Espriella aparecia com 49,67% dos votos válidos, enquanto Iván Cepeda, candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro, registrava 48,69%, numa diferença apertada.

Apesar do resultado preliminar, Cepeda informou a seus apoiadores que solicitará a impugnação de cerca de 33 mil mesas eleitorais. Segundo ele, o reconhecimento formal do resultado dependerá da análise desses questionamentos. Pelo sistema eleitoral colombiano, a pré-contagem divulgada no dia da votação ainda precisa ser confirmada durante o processo oficial de escrutínio conduzido pelas autoridades judiciais.

Durante a campanha, Espriella defendeu uma mudança profunda na estratégia de combate aos grupos armados e ao narcotráfico. O presidente eleito afirmou que buscará cooperação dos Estados Unidos e de Israel para intensificar ações contra guerrilhas e organizações criminosas, incluindo operações aéreas contra plantações ilegais de coca. A Colômbia é considerada o maior produtor mundial da droga.

Com cidadania colombiana e norte-americana, Espriella tornou-se um dos principais críticos da política de “paz total” implementada por Gustavo Petro. Seus apoiadores argumentam que a estratégia de negociação e cessar-fogo permitiu que organizações criminosas ampliassem sua influência territorial e econômica nos últimos anos.

No Brasil, Flávio Bolsonaro tem defendido posições semelhantes no campo da segurança pública. O senador apoia a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de classificar facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas — medida que enfrenta resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também comemorou a vitória colombiana. Em publicação nas redes sociais, associou o resultado a uma derrota dos grupos alinhados à esquerda na região.

“Derrota dos socialistas, partidários das FARC e dos narcoterroristas agora na América Latina. Só falta nós e o Uruguai”, afirmou.

A eleição colombiana passa a ser observada por analistas políticos como mais um capítulo da disputa ideológica que vem redesenhando o mapa político latino-americano. Para aliados de Flávio Bolsonaro, o resultado fortalece o discurso de segurança pública, combate ao crime organizado e endurecimento contra o narcotráfico, temas que devem ocupar espaço central no debate eleitoral brasileiro nos próximos meses.

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