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Brasil

Doria antecipa volta de teatro e cinema

Elaine Patricia Cruz

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou a antecipação da reabertura de teatros, cinemas, museus, galerias, acervos, centros culturais, bibliotecas, casas de espetáculo, convenções e eventos culturais para a fase 3-amarela do Plano São Paulo. Antes, a reabertura desses setores econômicos estava prevista para acontecer somente na última fase do plano, a fase 5-azul, chamada de normal controlado.

A reabertura de espaços culturais só poderá ocorrer quando a região permanecer na fase amarela por 28 dias [quatro semanas], de forma ininterrupta. Além disso, é necessário que o público esteja sentado e em lugar marcado. A previsão do governo paulista é que isso possa começar a acontecer, na capital, a partir do dia 27 de julho, uma vez que a cidade de São Paulo está na fase amarela desde o dia 29 de junho.

“Lembrando que para essa fase, o funcionamento desses setores está previsto depois que a região tiver uma estabilidade de quatro semanas nessa fase amarela. Não é funcionamento imediato a partir de segunda-feira (6), tem essa previsibilidade das quatro semanas”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

Até agora, o governo paulista só havia permitido o funcionamento de projetos drive-in [como cinemas drive-in]; produção audiovisual; produção de espetáculos como teatro, dança e circo; e de agências e escritórios de publicidade, moda ou design, entre outros.

De acordo com o governo, os espaços culturais deverão regular a entrada de visitantes a, no máximo, 40% de sua capacidade e só poderão funcionar por até 6 horas diárias. O público deverá estar sentado e os assentos deverão ter distanciamento mínimo de 1,5 metro. Também será obrigatório o uso de máscara.

A venda de ingressos deverá ser feita exclusivamente online, para assentos marcados e horários pré-agendados, e será necessário controlar o acesso e o número de pessoas, observando a lotação máxima. Não poderá haver consumo de alimentos e bebidas nesses locais.

Já os grandes eventos e demais atividades culturais, que geram aglomeração, só estarão autorizados a ocorrer após 28 dias consecutivos na fase 4-verde, com ocupação máxima de 60% da capacidade, uso de máscara obrigatório e marcações para delimitar a distância entre as pessoas – que poderão ficar em pé. As vendas de ingresso também devem ser feitas pela internet e será necessário controle do acesso e do número de pessoas.

“Para eventos com público em pé, esses só podem passar a operar a partir da fase verde, com ocupação máxima de 60%, sempre com adoção de protocolos, compra antecipada, assentos marcados e horários pré-agendados. Esses eventos devem controlar o acesso e o número de pessoas, observando a lotação máxima”, disse Patricia Ellen.

“Para esses grandes eventos, somente na fase verde e com estabilidade na região por quatro semanas”, acrescentou. Segundo ela, o governo espera que isso seja possível a partir do dia 12 de outubro.

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase.

Academias e salões de beleza
Já as academias, antes previstas para serem abertas na fase 4-verde, poderão ter funcionamento parcial a partir da fase 3-amarela, desde que tenham ocupação máxima de 30% de sua capacidade e funcionem, por no máximo, seis horas. O uso da máscara é obrigatório e a entrada de clientes só pode acontecer com agendamento prévio. Nesta fase, serão permitidas apenas aulas e práticas individuais e os equipamentos devem ser limpos ao menos três vezes ao dia. As academias deverão suspender o uso de chuveiros nos vestiários, mantendo apenas os banheiros abertos.

“As academias, no modelo tradicional, estão previstas na fase verde. Nessa etapa [amarela] o que elas podem ter de funcionamento, validado pelo Centro de Contingência, é uma ocupação máxima de 30% da capacidade total, funcionamento máximo de seis horas e somente as atividades individuais são permitidas, por meio de agendamento e adoção de protocolos específicos, uso de máscara, limpeza intensificada e três vezes ao dia dos equipamentos e restrição do uso de vestiários”, explicou a secretária Patricia Ellen.

A secretária enfatizou que, casos os protocolos não sejam respeitados, o Plano São Paulo prevê retrocessos, ou seja, a região pode voltar a uma fase anterior.

O governador de São Paulo, João Doria, ressalta que, apesar da reabertura, o estado continua em quarentena e recomendou que as pessoas de grupos de risco para a covid-19 [doença provocada pelo novo coronavírus] mantenham-se em isolamento social.

“Todos nós queremos deixar para trás essa tempestade. Mas a travessia ainda não terminou. Por isso, não podemos e não vamos relaxar. Continuamos recomendando que as pessoas, se puderem, fiquem em suas casas. Principalmente as pessoas dos grupos de maior risco, com mais de 60 anos ou com comorbidades”, destacou. “Aos que tiverem que sair, sempre usando máscara”, recomendou.

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