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Saúde

É Primavera, mas se cuide que está aí a conjuntivite

Carolina Paiva, Edição

Durante a primavera, é comum o aumento dos casos de conjuntivite alérgica. Mas por que a estação das flores e os dias mais longos e quentes favorece esse quadro? A resposta está no pólen das plantas.

O pólen é uma pequena substância que algumas árvores e flores dispersam pelo ar, geralmente no início da manhã, no final da tarde e em alguns momentos em que o vento balança as folhas das árvores, atingindo pessoas geneticamente predispostas.

Segundo os meteorologistas da Climatempo, a Primavera é uma estação com grande variabilidade de tempo. No mesmo dia, podemos observar características de inverno e verão e ainda mudanças muitas abruptas de condições do tempo e temperatura. Nesta época, também observamos episódios de tempestades. Os fortes ventos associados a estas condições favorecem a suspensão de pequenas partículas no ar, inclusive do pólen das flores e plantas o que pode contribuir para um quadro alérgico.

“Durante a primavera, o pólen é levado de uma planta para outra por insetos ou pelo vento, o que pode ocasionar a entrada desses grãos pelas vias nasais ou pelos olhos, através do contato da vista [ainda que de forma indireta, ao coçar os olhos, por exemplo] com substâncias que despertam quadros alérgicos em determinados indivíduos”, explica a Dra. Renata Rabelo Ferretti, oftalmologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A especialista destaca que a conjuntivite é definida como uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente e vascularizada que está localizada sobre a esclera (parte branca dos olhos). “Os principais tipos de conjuntivite são viral, bacteriana e alérgica, sendo a última pontual e mais comum nesta época do ano. Entretanto, geralmente mais simples de ser combatida”, complementa a oftalmologista.

Entre os principais sintomas da conjuntivite estão a vermelhidão e lacrimejamento dos olhos. No entanto, em alguns casos, também podem ocorrer inchaço nas pálpebras, intolerância à luz e visão embaçada. O tratamento envolve de soro fisiológico e colírios, e poder levar de 7 a 20 dias, dependendo da gravidade da doença.

Confira algumas dicas da oftalmologista para não desenvolver conjuntivite alérgica durante a Primavera:

– Realizar a limpeza dos olhos e do nariz com soro fisiológico para hidratar;
– Evitar coçar os olhos;
– Evitar frequentar jardins ou locais com muito vento;
– Lavar as mãos com frequência, uma vez que elas são agentes transmissores de vírus e bactérias;
– Deixar as janelas de casa e do carro fechadas no início da manhã e no fim da tarde;
– Trocar com mais frequência as toalhas de rosto, lençóis e fronhas.

Em caso de acometimento ocular, deve-se procurar um especialista, que poderá orientar os exames necessários para diagnóstico e tratamento adequado.

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