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Feitiço suave

Ecos do infinito

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino 

No mesmo espaço onde o silêncio repousa,
as lembranças dançam como estrelas antigas,
e cada instante vivido retorna,
feito constelação que nunca se apaga.

É um feitiço suave recordar,
como se o tempo fosse cristal líquido,
guardando em sua transparência
o brilho de um sonho eterno.

Na inocência de um riso infantil,
descobri o ouro escondido nos dias;
com teu afeto, o mundo se tornava
um jardim suspenso no ar.

Agora, o destino, com mãos de escultor,
moldou caminhos diferentes;
mas ainda floresce em mim
a seiva das tuas ternas presenças.

O calendário avança,
mas não apaga o perfume das horas;
cada lembrança é pétala que resiste,
mesmo quando o vento insiste em levá-la.

E quando a brisa toca meu rosto,
é como se tua voz sussurrasse,
fazendo do ar um abraço invisível,
fazendo da saudade um canto sereno.

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