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Eleitor tucano deixa Alckmin e vira bolsonarista

Foto/Arquivo Notibras
Cláudio Gonçalves Couto

Desde 1994, a disputa política no plano nacional, no que concerne à eleição presidencial, produziu uma bipolaridade: PSDB versus PT. Tal dicotomia se fortaleceu durante os anos FHC, com o PT na oposição, e se aprofundou após a eleição de Lula, com tucanos nesse papel.

O declínio da direita tradicional, oriunda da sustentação ao regime militar, personificada, dentre outros, pelo malufismo em São Paulo e pelo carlismo na Bahia, abriu espaço para que o PSDB, encarnando o antipetismo, ocupasse o campo deixado pelos que decaíram. Assim, enquanto o PT governista se moveu para o centro, o PSDB oposicionista foi para a direita.

As mobilizações de 2013, contudo, deram lugar a uma nova direita, em parte semelhante à antiga em seu apoio a soluções autoritárias, em parte renovada por uma geração de jovens que não vivenciaram a ditadura. Busca soluções simples para problemas complexos, propostas por um direitista-raiz, defensor do autoritarismo militar, Jair Bolsonaro.

Versão extremista do antipetismo, Bolsonaro roubou o eleitorado circunstancialmente tucano, oferecendo-lhe uma alternativa radical. Assim, da bipolaridade anterior sobrou apenas o PT, impulsionado pela popularidade de Lula. É o que revelam as últimas pesquisas, incluindo esta do Ibope.

Caminhamos para uma disputa novamente bipolar, com uma esquerda moderada, representada pelo PT, e uma direita extremista. Enquanto Haddad se apresenta como solução dentro dos marcos da democracia, Bolsonaro e seu vice dobram a aposta, lançando dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.

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