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Cultura

Era uma vez em Hollywood, de novo, com Tarantino

Carolina Paiva, Edição

Só podia er coisa do Quentin Tarantino: artes marciais, ‘faroeste espaguete’ (subgênero do cinema italiano) e influências de filmes B. Entre tantos elementos, esses já denunciam o que é o novo filme do diretor mais discutido de do cinema.

Em seu novo Era uma Vez em… Hollywood, as referências são numerosas e realçam o tom cômico da narrativa, baseada em uma história real que chocou os Estados Unidos em 1969.

Sharon Tate, atriz e modelo norte-americana, é interpretada por Margot Robbie. Ela e o parceiro Roman Polanski (Rafal Zawierucha) aproveitam uma rotina de puro glamour, que contrasta com a vida de seu vizinho, o astro de televisão Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), cuja carreira encara um declínio iminente.

Com cada vez menos trabalhos, Cliff Booth (Brad Pitt), seu antigo dublê, faz as vezes de braço direito, motorista e faz-tudo do ator. Além da amizade, eles compartilham a saudade dos ‘tempos dourados’ – clima nostálgico também adotado pelo longa-metragem em vários aspectos.

Entre outdoors gigantes e conversíveis ofuscantes, os cenários, os figurinos e a trilha sonora funcionam como uma máquina do tempo para a Hollywood de 50 anos atrás, retratada a partir de duas perspectivas: a da dupla e a da personagem de Robbie, que rouba a cena com pouquíssimas falas.

Inicialmente, os 161 minutos de filme parecem um exagero, mas as reviravoltas dão fôlego e justificam o desenvolvimento longo, ali- ado a figuras caricatas e uma certa dose de violência e sangue – outra marca registrada de Tarantino.

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