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Saúde

Erros alimentares provocam diferentes tipos de alergias

Foto/Divulgação
Juliana Carreiro

Você já ouviu falar em alergia ao Sol? Ao banho quente? À atividade física? Ao próprio suor? Pode parecer estranho, mas é bastante comum que estes fatores provoquem reações indesejadas na pele como: coceira, vermelhidão, empipocamento e surgimento de placas grosseiras. Picadas de insetos e bijuterias são outros exemplos de agentes desencadeantes, que costumam ser confundidos com as causas dos sintomas. Mas estes quadros revelam apenas um organismo sobrecarregado de substâncias alergênicas, que podem estar fazendo parte do seu cardápio diariamente.

O Sol, a água quente e os exercícios aumentam a temperatura corporal, dando início a um processo chamado de ‘degranulação de mastócito’, que aumenta muito a liberação de histamina no organismo, responsável pelo aparecimento dos sintomas desagradáveis. Este mediador químico está presente naturalmente no organismo e é utilizado para combater possíveis agressores, passa a ser prejudicial quando é produzido em excesso.

Os quadros alérgicos acontecem quando esse nível transborda. A verdadeira causa das alergias, portanto, são os fatores que fazem com que o organismo produza mais histamina, como as hipersensibilidade alimentares, conhecidas também como alergias tardias.

Alimentos como o leite de vaca e os seus derivados, a soja e os seus derivados e a farinha de trigo, por exemplo, possuem proteínas de difícil digestão, que podem ser absorvidas pelo intestino, causando alergias. O consumo frequente e excessivo desses alimentos provoca um acúmulo das chamadas macromoléculas, consideradas pelo organismo como agressoras.

Quando estamos bem nutridos somos capazes de tolerar agressores, mas isso só acontece quando ingerimos quantidades suficientes de nutrientes que modulam as nossas defesas, como Ômega 3, vitaminas e minerais: como vitamina C, manganês, magnésio, vitamina D e quercetina, que têm ação antihistamínica. Eles estão presentes em frutas, verduras e legumes variados e em maior quantidade nas versões orgânicas.

Se houver, portanto, uma alteração na microbiota intestinal e uma oferta menor de micronutrientes do que o necessário para nos defender dos agressores e neutralizar o excesso de histamina, fatores externos poderão gerar um excedente da substância, que culminará nas crises alérgicas.

Alguns alimentos como: carne de porco, frutas cítricas e kiwi contêm histamina na sua composição, outros deles podem produzi-la durante o armazenamento, como peixes e embutidos (salsicha e salame). Eles devem ser evitados em momentos de crises alérgicas, mas não costumam causá-las. Um organismo saudável está preparado para neutralizar a histamina ingerida quando ela chega ao intestino, para que não seja absorvida.

Fatores ambientais como: ácaros, pêlos de animais, mofo, perfume, amaciante de roupa e esmalte, entre outros, também colaboram com o aumento da histamina. Mas, novamente, isso só será um problema se o organismo não tiver os nutrientes necessários para atuarem como antihistamínicos.

O organismo pode receber menos micronutrientes do que necessita ou gastar mais do que deveria. Uma alimentação pouco variada e sem ítens naturais promove a baixa oferta e o estresse físico, mental e emocional aumenta o gasto e promove uma maior demanda de várias vitaminas e minerais, que formam as catecolaminas, hormônios liberados durante crises estressantes.

Os nutrientes têm ações antiinflamatórias, antialérgicas e antioxidantes, entre outras, e a sua falta deixa o organismo mais exposto aos alérgenos alimentares e ambientais, reduz sua capacidade de lidar com agressores e o torna mais suscetível aos sintomas gerados pelo aumento de histamina. Assim como um banho quente, o estresse não causou a alergia, mas permitiu que ela se instalasse. Portanto, para diminuir os quadros alérgicos uma boa estratégia é diminuir os alimentos de difícil digestão, aumentar o consumo de alimentos naturais e aprender a lidar melhor com o estresse.

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