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Terra sem lei

Escalada de furtos e uso de drogas assustam moradores de Águas Claras

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Encaminhada por leitor de Notibras

A tranquilidade vertical que costuma caracterizar a região de Águas Claras vem dando lugar a um sentimento constante de vulnerabilidade. Moradores de diversos residenciais da cidade relatam viver sob uma crescente escalada de medo devido à ousadia de criminosos que ignoram barreiras físicas, portarias e sistemas de monitoramento eletrônico para cometer crimes. O caso mais recente, registrado na madrugada desta terça-feira (16), acendeu de vez o alerta vermelho entre os vizinhos da Quadra 107.

Por volta das 3h da manhã, um homem — que utilizava uma tornozeleira eletrônica visível — invadiu o Residencial Piquiá. Ignorando a estrutura de proteção, o suspeito pulou o muro perimetral e permaneceu no interior do condomínio até as 5h. Câmeras do circuito interno de segurança registraram toda a dinâmica: com total tranquilidade, ele vasculhou e furtou pertences de dentro de vários veículos estacionados nas garagens antes de fugir, caminhando normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Praças e o Desafio da Ordem Pública

A vulnerabilidade não se restringe ao perímetro interno dos prédios. Moradores apontam que o ambiente externo tem funcionado como um catalisador para a sensação de insegurança. Logo em frente ao residencial alvo da última invasão, na Quadra 107, uma praça pública virou ponto de aglomeração contumaz para consumo de entorpecentes.

“Eles sempre se juntam embaixo das árvores aqui da praça, às vezes de dois ou três, e usam drogas sem medo de serem repreendidos por ninguém. Hoje eu tenho medo de descer para passear com o meu cachorro e dar de cara com algum usuário aqui na praça”, desabafa um morador das proximidades que preferiu não se identificar, temendo represálias.

A ousadia chama a atenção porque, segundo relatos, o consumo ocorre frequentemente sob a luz do sol, sem qualquer intimidação por parte dos frequentadores em relação aos pedestres ou à segurança local.

PONTOS DE ATENÇÃO APONTADOS PELA COMUNIDADE:

📞 Cobrança por Policiamento e Resposta Institucional

A reportagem do Notibras entrou em contato com a Administração Regional de Águas Claras para pedir esclarecimentos sobre o planejamento de segurança e as estratégias de policiamento para conter essa onda de pequenos delitos e furtos em propriedades privadas, mas não foi atendida até o fechamento desta matéria. A comunidade associa o aumento dessas ocorrências ao crescimento visível da população em situação de rua e à falta de abordagens sociais e de patrulhamento preventivo eficaz na cidade.

Até o fechamento desta edição, moradores das quadras afetadas seguiam organizando grupos de vigilância comunitária virtual para compartilhar imagens de suspeitos e tentar evitar que novas invasões aconteçam, cobrando uma atuação mais enérgica do 17º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Para entender melhor como essas dinâmicas de segurança afetam as áreas comuns e as garagens da região, este vídeo sobre furto em condomínio de Águas Claras mostra o nível de planejamento de criminosos ao invadirem portarias e espaços residenciais na cidade.

Assista aos vídeos:

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