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Veículos

Está chegando o carro que só não abastece sozinho

Antônio Albuquerque, Edição

A Honda está lançando uma nova versão de seu clássico sedã Legend com a promessa de dar um descanso para os motoristas – especialmente nos momentos de trânsito carregado. Isso porque, no Japão, a empresa está atrás da aprovação para o seu sistema de direção autônomo nível 3, o que a colocaria como um dos veículos mais avançados neste tipo de tecnologia.

O governo japonês está otimista e proclamou a medida como uma “inovação mundial”. Se o feito for confirmado, a expectativa é de que a Honda poderia se tornar a primeira montadora a produzir e vender veículos autônomos em massa.

Outros sistemas de assistência ao motorista, como o piloto automático da Tesla e o da General Motors, são sistemas de nível 2. Isso significa que ambos podem controlar a velocidade e direção do veículo, mas ainda exigem que o motorista preste atenção em todos os momentos e esteja pronto intervir.

Os sistemas de nível 3, por sua vez, podem exigir atenção do motorista apenas em situações específicas.

Quantos níveis são?
É bom entender todos os nívels de automação. A indústria automotiva adotou seis níveis de direção automatizada, que determinam quanta assistência um veículo pode fornecer.

Atualmente, não há carros de produção em série disponíveis no nível 3, embora algumas montadoras venham testando veículos com tecnologia de nível 4, considerada mais sofisticada. Este nível significa que um veículo seria capaz de se dirigir sozinho, embora possa estar restrito a uma determinada área ou região.

A automação de nível 5, em que o controle autônomo do veículo pode ser garantido para praticamente todas as situações e a necessidade de volante é removida, é considerada a meta final para carros autônomos.

Nos Estados Unidos, “não há nenhum veículo disponível para venda que seja ‘autônomo'”, de acordo com o Departamento de Transporte dos EUA. “Todos os veículos à venda atualmente nos Estados Unidos exigem atenção total do motorista em todos os momentos para uma operação segura”, afirma a agência em seu site.

Ajuda no trânsito
O sistema da Honda, que é chamado de “piloto de engarrafamento”, só assumiria a direção em determinados cenários, “como quando o veículo está congestionado nas [vias expressas]”, ressaltou a empresa em nota.

Mas o Japão espera que isso seja apenas o começo, especialmente porque o país busca uma vantagem na corrida global de carros autônomos.

“Espera-se que os carros de direção autônoma desempenhem um grande papel na solução de vários desafios sociais que o Japão enfrenta, como redução de acidentes de trânsito, segurança do transporte dos idosos e melhoria da produtividade no setor de transporte”, disse o ministério japonês.

O Japão espera liderar o mundo na área de direção autônoma e continuará a promover o uso da tecnologia, acrescentou.

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