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Brasil

‘Está na hora de soldado encarar bandido de toga’

Major-brigadeiro Jaime Sanchez

Esperava ver nas manifestações do sábado, 9, a indignação do povo brasileiro contra o estupro cometido pelos bandidos de toga contra a Nação.

Não com atos de vandalismo, como fazem os militantes remunerados da esquerda, mas, confesso, esperava que fosse diferente dos passeios dominicais anteriores.

Me enganei; sou um sonhador, esperando da sociedade uma reação da qual ela não se mostra capaz.

Vivemos esse momento crítico de decisão pois, à medida que o tempo passa e deixamos os fatos avançarem na direção que estão indicando. Sem uma reação adequada, as medidas necessárias tornar-se-ão cada vez mais drásticas e mais traumáticas.

Por sua vez, é extremamente complexa a análise de convergência dos fatores que definirão o momento em que as Forças Armadas devem tomar uma atitude grave e irreversível.

Esse cálculo não pode falhar, sob pena de mergulharmos o país num caos ainda pior do que estamos preconizando.

Os criminosos, postos em liberdade pelo ato irresponsável dos seus vassalos da Suprema Casa da Mãe Joana, não esperaram nem 24 horas para incorrer no Art. 286 do Código Penal, incitando seus militantes assalariados à prática de um crime, também previsto no inciso XLIV, do Art.5º da Constituição Federal, fazendo declarações que sugerem a “ação de grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado democrático”.

É o que mostra vídeo do discurso patético de um condenado em 3ª instância, imediatamente após ser brindado com sua absurda soltura: “É uma questão de honra a gente recuperar esse país. A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, do povo da Bolívia. A gente tem que resistir. Não é resistir. Na verdade, é lutar, atacar e não apenas se defender”.

Essa é uma apologia aos atos terroristas de implantação do caos e depredação do patrimônio público que estão ocorrendo no Chile e na Bolívia.

Enquanto isso, o grande mentor do projeto de poder da esquerda brasileira, José Dirceu, condenado a 30 anos de prisão na Operação Lava Jato, dispara que “é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”.

Por seu turno, a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, pregou a desobediência civil e a luta armada para impedir o cumprimento da sentença do ex-presidente: “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente. Mas, mais do que isso, vai ter que matar gente.”

O que mais é necessário para simplesmente aplicar a lei e botar essa gente atrás das grades? Onde estão as autoridades jurídicas e políticas que correram para denunciar o nosso presidente às cortes superiores por injúria contra a “santa” Maria do Rosário, pretensas declarações de racismo ou por fofoca de porteiro, esses crimes bárbaros, imprescritíveis e inafiançáveis?

Sabemos que a decisão do Supremo não é definitiva, pois foi discutida pela quinta vez. Primeiro para privilegiar clientes do mensalão, em 2009, e agora para salvar os condenados do petrolão, sempre para atender a objetivos inconfessáveis.

No entanto, o fato de o Congresso Nacional poder fazer valer a vontade popular não altera a expectativa pessimista, pois vamos depender de aprovação da outra cabeça da sucuri, cujos presidentes estão entre os muitos membros daquela Casa diretamente interessados na manutenção da impunidade no país.

Por isso, certamente, a PEC 401, de março de 2018, que pretende permitir a prisão imediata de réus condenados pela Justiça, após cessados os recursos da segunda instância, não terá a mesma celeridade que a PEC 75, recebida na CCJ, pasmem, em maio de 2019, que torna o feminicídio imprescritível, já aprovada no Senado.

O “brasilicidio” que se lasque.

Por muito menos, o governo do Peru dissolveu o Congresso, em meio ao processo de escolha pelos parlamentares de seis dos sete integrantes do Tribunal Constitucional, a Suprema Corte daquele país, depois de o Parlamento, dominado pela oposição, bloquear seu trabalho.

Hoje li duas frases muito enigmáticas, que demonstram a complexidade do quadro político que enfrenta o governo.

A primeira traduz um anseio da sociedade aflita: “Quando a toga se corrompe, só a farda resolve”.

A segunda, traduz uma realidade constrangedora e de difícil análise: “Se o povo não fizer o seu papel, a tropa permanece no quartel”.

É óbvio que estão surgindo os primeiros sinais da metástase. Não podemos permitir o avanço do mal. O câncer não se desfaz por conta própria; tem que ser extirpado, antes que o organismo do paciente esteja irreversivelmente arruinado.

Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

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