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Brasil

Europa registra 10 vezes mais mortes que Brasil

Ka Ferriche

Após cem dias do início oficial do contágio do Covid-19 no Brasil, atingimos menos de 10% dos óbitos ocorridos em países europeus onde as populações, somadas, têm o mesmo número de habitantes brasileiros: Espanha, Itália, França e Inglaterra, onde vivem 227 milhões de pessoas. Em toda a Europa, onde a população beira a casa dos 740 milhões de pessoas, a conta é de 602 mil mortes. Aqui atingimos 57 mil.

As fontes são mundiais e verificadas no acompanhamento da Organização Mundial da Saúde. Só não é uma notícia sensacional em função de envolver vidas humanas. Mas o cenário indica um resultado muito promissor, no caminho reverso, claro. Só a França, que tem uma população de 66 milhões (30% da brasileira) enterrou 30 mil compatriotas. Isso a grande mídia não mostra.

Apesar de o STF ter contribuído para uma desarticulação estratégica nacional no combate ao coronavírus, quando impôs à presidência da República uma inexplicável independência dos estados e municípios. Só o futuro poderá contabilizar a correta utilização dos recursos federais e o retorno à roubalheira de ocasião na compra de EPIs e respiradores, promovida por alguns governadores e prefeitos investigados.

Ainda assim, a contenção da pandemia tem tido êxito, que só não é maior pela desinformação e condições socioambientais nos redutos de mais baixa renda. Parte da imprensa, sedenta por números crescentes de cadáveres e tragédias sem fim, criou um consórcio de dados como forma de divulgar números de acordo com seus interesses e conveniências políticas. Nunca divulgam as estatísticas e comparativos reais, como os acima compilados, que seria o honesto a fazer. Esse aparelho de parte da grande imprensa já até recebeu o apelido de Consórcio de Mídia do Ódio.

No mesmo fim de semana em que o presidente da República inaugura a obra que estava prevista para não ser concluída nos próximos 30 anos pelos governos anteriores – a transposição do Rio São Francisco -, seus ministros permanecem empenhados em resultados que o Brasil não aprecia há várias gerações. Depois de décadas sem uma gota de água prometida, o Nordeste finalmente será molhado. O Governo Federal fechou as torneiras do propinoduto e abriu para o precioso líquido, na ausência dos governadores de esquerda do Ceará, Camilo Santana (PT) e de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), onde a obra foi inaugurada. Envergonhados, eles não teriam como justificar a conclusão da obra em apenas um ano e meio, quando seus confrades consumiram bilhões reais em 20 anos e mantiveram a população nordestina morrendo de sede e de fome.

O fim de semana brasileiro foi ainda agraciado por outra notícia alentadora, que o Consórcio de Mídia do Ódio não publica: a Universidade Johns Hopkins, que monitora de forma séria e responsável as pessoas recuperadas do Covid-19 em todo o mundo, anunciou que o Brasil é líder nesse quesito, com 660.469 pacientes sarados, ultrapassando o número de pessoas curadas nos EUA, que é de 656.161.

Não é tudo: a melhor notícia do nosso confinado weekend veio de um ministro interino que não é médico infectologista, mas é competente, talvez por isso massacrado pelo Consórcio de Mídia do Ódio. O general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, revelou a liderança mundial do Brasil na busca de uma vacina para o Covid-19. Um lote inicial de 30 milhões de doses está previsto para dezembro de 2020, de um total de 100 milhões no decorrer do ano que vem. Um acordo com a Universidade de Oxford, da Inglaterra, inclui a transferência de tecnologia para que os brasileiros sejam autossuficientes na produção da vacina, com o suporte técnico do laboratório AstraZenica, que já está testando o medicamento no Brasil com o patrocínio da Fundação Lemann.

A Fiocruz será a responsável por receber a tecnologia e os insumos para a produção nacional da ChAdOx1 nCoV-19, nome criativo e inesquecível da vacina, e o Brasil terá autonomia no combate ao vírus. Estará blindado dos ataques e achaques de grupos nacionais e internacionais especializados em superfaturamento, como os que estão ocorrendo na compra de respiradores e EPIs em determinados governos estaduais e municipais. Ressaltando que eles receberam o aval do STF para fazer o que bem entenderem com os recursos federais, sem a interferência da presidência da República.

A última esperança dos brasileiros chegou num fim de semana sem praia, sem cinema, sem teatro, sem bares, sem encontros sociais. Mas a notícia é melhor que a previsão de tempo com sol. Apesar do Consórcio de Mídia do Ódio, notícias isentas, verdadeiras, chegam por outras vias, para tristeza daqueles que torcem diuturnamente por uma ameaçadora curva de vítimas crescente, para que o terror da morte seja permanente, para que o confinamento mate igualmente a doença. Desejam uma curva de mortes com um cronograma idêntico à obra de transposição do São Francisco, no passado de seus ídolos cor de sangue: sem fim.

Para esses impatrióticos, as ótimas notícias do fim de semana podem ter sido as piores dos últimos tempos. Para a maioria dos brasileiros, ao contrário, veio a certeza de que o bem pode, sim, vencer o mal. Bom FDS. E desliguem os aparelhos de TV fake onde o uso de máscaras é obrigatório para manter o emprego.

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