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Veículos

Ex-sonho de consumo vira carro popular e caro

Mário Camargo, Edição

O Land Rover Range Rover Evoque (sim, o nome completo cheio de pompa é esse mesmo) já viveu dias melhores. Assim que foi lançado mundialmente, em 2010, o SUV rapidamente se converteu num sucesso de crítica e público. O modelo trazia linhas modernas e agressivas, muito diferentes do aspecto sisudo reinante até então, seja nos carros da Land Rover, seja nos modelos da concorrência.

No Brasil, o modelo chegou no ano seguinte, no final de 2011. E replicou em território nacional a febre mundial. Entre suas características estavam o teto descendente, as dimensões compactas e a pintura bicolor, tendência que mais tarde se intensificaria entre os SUVs.

Como se não bastasse o estilo instigante, o SUV inglês ainda apresentava ótimo desempenho, embalado pelo motor 2.0 turbo de 240 cv a gasolina, de origem Ford. Na fábrica de Halewood, na Inglaterra, a proporção era de três Evoque para cada Freelander produzido.

No lançamento nacional, a marca estimava que o modelo iria responder por cerca de 40% das vendas. O Evoque partia de R$ 164.900 e chegava a R$ 231.900.

Apesar de ter sido lançado no Brasil no quarto trimestre de 2011, naquele ano a marca registrou a venda de 863 unidades, o que já era o prenúncio de uma boa trajetória. No ano seguinte, 2012, primeiro ano cheio de vendas, os emplacamentos saltaram para 4.149 unidades. Em 2013 o Evoque bateu o recorde no Brasil, com 6.606 unidades vendidas. A partir de 2014, o modelo iniciou um leve declínio. Naquele ano o volume foi de 5.948 unidades, número que caiu para 3.927 veículos emplacados em 2015.

Em 2016, o tombo nas vendas foi de 50%: das quase 4 mil unidades do ano anterior, a Land Rover emplacou apenas 1.956 unidades, volume que se manteve praticamente igual em 2017 (1.995 veículos). O declínio continuou em 2018 (1.454 unidades) e no ano passado, quando apenas 1.159 veículos foram emplacados.

Embora o modelo ainda cause admiração nas ruas, o fato é que o fator novidade passou há alguns anos. Mas há outras razões que podem explicar a diminuição do sucesso do carro. E talvez a principal seja o preço. Se no início da década o veículo chegou por um preço relativamente acessível, atualmente a versão mais barata, R-Dynamic SE P250, custa R$ 281.600, o que representa 71% a mais que o preço do começo da década. O motor 2.0 turbo flexível tem 250 CV e 37,2 mkgf. A versão P300 R-Dynamic HSE sai por R$ 327 mil.

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