Sudoeste
Falso corretor é preso após furtar R$ 500 mil em apartamentos de luxo
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (12), Bruno da Silva Ribeiro, investigado por uma série de furtos qualificados em prédios do Sudoeste. O suspeito é acusado de invadir unidades residenciais na região administrativa, acumulando um prejuízo estimado em mais de R$ 500 mil para as vítimas.
O esquema criminoso era baseado no falso interesse por imóveis. Bruno se passava por um potencial comprador ou locatário em contato com sites e imobiliárias, o que lhe garantia acesso facilitado ao interior dos edifícios. Uma vez dentro dos condomínios, ele desviava o foco das unidades anunciadas para identificar outros apartamentos que estivessem vazios no momento.
Para efetivar as invasões em residências que sequer estavam disponíveis no mercado, o suspeito utilizava uma tática audaciosa: acionava serviços de chaveiros para abrir as portas, fingindo ser o proprietário ou morador legal do local. Dessa forma, ele conseguia entrar nos imóveis sem levantar suspeitas imediatas de vizinhos ou funcionários dos prédios.
A investigação detalhou que o investigado possuía um conhecimento estratégico para evitar flagrantes. Bruno evitava circular por áreas monitoradas por câmeras de segurança, priorizando o deslocamento pelas escadas de emergência em vez dos elevadores. A cautela permitiu que ele agisse de forma invisível ao sistema de segurança de diversos condomínios de alto padrão.
Entre os itens subtraídos durante as ações criminosas, destacam-se joias de elevado valor, quantias expressivas em dólares e equipamentos eletrônicos de última geração. O material furtado servia para sustentar um padrão de vida incompatível com sua atividade profissional declarada, ostentando bens que chamavam a atenção das autoridades.
Nas redes sociais, o suspeito exibia uma rotina de extremo luxo, publicando fotos de viagens internacionais, roupas de grifes renomadas e presenças em eventos exclusivos, como camarotes de corridas de Fórmula 1. Após a prisão, a polícia segue com as investigações para identificar se houve receptadores dos itens roubados ou a participação de cúmplices.