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Fora Dilma, sim. Mas que os militares fiquem longe do Palácio do Planalto

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Um eventual impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT)  tem movimentado grupos de insatisfeitos com o resultado da eleição presidencial em várias capitais. Mas neste sábado 29, em São Paulo, uma coisa ficou clara: numa eventual queda da petista, a cadeira não pode, e não deve, ser ocupada por um novo general de plantão.

A manifestação dos paulistanos fez ecoar os gritos de “somos coxinhas, sim!”.  O grupo pedia a saída de Dilma e a anulação das eleições presidenciais de outubro. Para evitar distúrbios e confrontos desnecessários, a Polícia Militar afastou pouco mais de 10 pessoas com faixas pela intervenção militar.

Durante a manifestação, que saiu do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e deu a volta na avenida Paulista, duas pessoas foram detidas – uma por injúria e outra por tentativa de agressão. Um dos casos foi o da jornalista e matemática Yara Codo, 61 anos, que levou uma cusparada no rosto e foi xingada por um manifestante. O motivo do ataque? Apenas o fato de ter pedido “respeito à democracia”. “

“Vocês querem chamar a ditadura de novo, chamem. Quero ver vocês pedirem democracia dentro de uma ditadura onde as pessoas morreram”, afirmou a um manifestante que a filmava com o celular. “Não concordo com a volta da ditadura no nosso País. Essa semana foi divulgado que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) aumentou em 16 capitais, aí vem um cara e cospe na minha cara? Eu tinha o direito de me manifestar”, defendeu.

Outro caso, mas sem prisão, foi o do ator Ivo Borges, 29 anos, empurrado com violência ao fazer sinal de negativo para a manifestação. “Sou português, nem cidadania brasileira tenho, não voto, e acho que essas manifestações são até positivas porque são como que um embalado das do ano passado. Mas impeachment? Pelo amor de Deus, né?”, comentou.

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