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Brasil

Furna da Onça vai estourar como milho de pipoca

Mário Camargo

A considerarem-se verdadeiras as acusações do empresário Paulo Marinho de que um delegado federal alertou que estava a caminho uma operação que poderia sepultar a candidatura de Jair Bolsonaro entre o primeiro e segundo turno da campanha eleitoral de 2018, uma bomba política de consequências inimagináveis terá explodido sobre o Palácio do Planalto.

Essa avaliação foi feita na noite deste domingo, 17, por juristas e velhas raposas do Congresso Nacional ouvidos por Notibras. A apuração do que disse Marinho vai ficar a cargo da própria Polícia Federal, sob a supervisão do Ministério Público e de uma lupa do Supremo Tribunal Federal.

A versão corrente é a de que o ministro Celso de Mello, responsável no Supremo pelo inquérito que apura suposta ingerência política de Bolsonaro na PF, deve juntar o novo caso ao processo, que já ouviu inclusive ministros militares com gabinetes no Palácio do Planalto. Trata-se, segundo apurou-se, de um apêndice, talvez ainda mais explosivo, das acusações feitas por Sérgio Moro ao deixar o Ministério da Justiça.

Na melhor das hipóteses, é o que se avalia nos meios políticos, a investigação respingará no presidente da República. Para piorar a situação, pode vir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para abrir o esgoto que a oposição diz ser alimentado pelo clã Bolsonaro. Representantes de diferentes partidos também querem que o TSE anule a eleição e convoque outro pleito ainda este ano. Se a Corte eleitoral acatar essa tese, Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão terão os diplomas cassados, com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, assumindo as rédeas do País interinamente.

Para refrescar a memória: segundo a denúncia do empresário Paulo Marinho, publicada em entrevista à Folha de S.Paulo, uma operação especial do Ministério Público e da Polícia Federal mirando Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro, estava pronta para ser deflagrada no dia 18 de outubro, ou seja, logo após o primeiro turno. Os investigadores, porém, só foram para as ruas no dia 8 de dezembro, exatos 10 dias após o segundo turno, vencido por Bolsonaro. Analistas entendem que se a operação Furna da Onça tivesse seguido seu rito normal, haveria uma reviravolta, com provável vitória de Fernando Haddad, do PT.

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