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Brasil

Generais se unem para enfrentar Jair Bolsonaro

Marta Nobre

O fato de militares terem concorrido às eleições em 2018 em grande número, sinaliza que esse segmento da sociedade, que não é pequeno, decidiu participar das decisões do País pelo meio democrático. Diversos partidos acordaram para a nova realidade e hoje correm para atrair reconhecidos nomes que antes estavam recolhidos à caserna.

Analistas políticos avaliam que se trata de uma reserva de talento e experiência estratégica raramente encontrada nos meios civis. Depois do advogado Gustavo Bebianno, que inaugurou a saída de colaboradores próximos a Jair Bolsonaro pelos atritos causados pelos filhos 01, 02 e 03, além da incompatibilidade com a interferência de servidores pouco experientes com o macroplanejamento, alguns oficiais superiores seguiram a mesma rota de fuga.

Entre os quatro estrelas que abandonaram o barco, como os  generais Santos Cruz e Santa Rosa, reconhecidos intelectuais disciplinados e leais em suas missões e hoje disputados por partidos políticos, há outros oficiais-generais na mira de muita gente. São militares que desejam o sucesso do capitão, pelo bem do Brasil – afirmam -, mas que decidiram participar efetivamente da vida política por canais que garantam o exercício de uma ampla visão de Estado sem mesmice e arrogância.

Generais com e sem farda admitem em conversas reservadas que a inexperiência da juventude em determinados aspectos, gera insegurança. A opinião é a de que ao rejeitar a equação em que é somada a experiência dos conservadores à ousadia da juventude, Bolsonaro pode estar colaborando para enriquecer partidos concorrentes do seu futuro Aliança, com talentos raros e ferrenhos nacionalistas que desejam, como ele, um Brasil melhor.

As Forças Armadas brasileiras (Exército, Marinha e Aeronáutica), é bom notar, têm base popular. Muitos oficiais têm origem em classes sociais média e baixa e são aplicados para atingir o topo da carreira, o que não é muito fácil. O mesmo nível de exigências às quais são submetidos durante sua formação, é o que determina que agora irão até o fim na decisão de aplicar o conhecimento adquirido na construção de um novo país e, definitivamente, estabelecer a democracia plena.

E como nenhum partido político sério abdica desses valores, há muito general, brigadeiro e almirante voando para velhos e novos ninhos, O pensamento geral, confidencia um quatro estrelas, é que ‘podemos’ atuar juntos, sem necessidade de uma ‘aliança’, exercendo a plena ‘cidadania’.

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