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GP de Barcelona

Hamilton renasce na F-1 e vence com a Ferrari

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Reprodução/X

Depois de meses de incertezas, críticas e resultados abaixo das expectativas, Lewis Hamilton enfim ressurgiu das cinzas. Como a lendária Fênix da mitologia, o heptacampeão mundial voltou a voar alto neste domingo (14), conquistando sua primeira vitória pela Ferrari e encerrando um longo jejum que se arrastava desde o Grande Prêmio da Bélgica, em julho de 2024.

No circuito da Catalunha, na Espanha, o piloto britânico aproveitou uma estratégia impecável da Ferrari e uma bandeira amarela provocada por Fernando Alonso para quebrar a hegemonia da Mercedes na temporada 2026. O triunfo, o de número 106 da carreira, representa muito mais do que uma simples vitória: simboliza o renascimento de um dos maiores nomes da história da Fórmula 1.

A conquista também teve sabor histórico. Hamilton chegou ao seu sétimo triunfo no GP da Catalunha, ultrapassando Michael Schumacher e tornando-se o maior vencedor da prova espanhola.

Largando da segunda posição, o britânico viu George Russell manter a liderança nas primeiras voltas. Enquanto a Mercedes parecia novamente caminhar para mais uma vitória tranquila, a Ferrari apostou em uma estratégia ousada, utilizando pneus macios na largada e planejando três paradas nos boxes.

A escolha parecia arriscada diante da força demonstrada pela equipe alemã nas primeiras etapas do campeonato. Afinal, a Mercedes havia vencido todas as corridas disputadas até então, impulsionada pela impressionante campanha do jovem italiano Kimi Antonelli, líder do Mundial.

Russell confirmou o favoritismo inicial ao abrir vantagem logo após a largada. Hamilton, por sua vez, manteve-se próximo, administrando o desgaste dos pneus e seguindo à risca o plano traçado pela escuderia italiana.

A corrida ganhou contornos dramáticos na metade final. Antonelli começou a reduzir a diferença para os líderes e entrou definitivamente na disputa pelas primeiras posições. A batalha entre os dois pilotos da Mercedes prometia decidir a prova, até que um incidente envolvendo Fernando Alonso mudou completamente o cenário.

A saída de pista do espanhol provocou a entrada do safety car virtual. Foi exatamente a oportunidade que a Ferrari precisava. Hamilton realizou sua terceira parada no momento perfeito e voltou à pista à frente dos rivais.

Na relargada, o veterano mostrou por que é considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos. Sem dar qualquer chance aos adversários, abriu vantagem rapidamente e passou a controlar a corrida com autoridade.

Enquanto isso, Russell e Antonelli travavam um intenso duelo pelo segundo lugar. O jovem italiano chegou a superar o companheiro, mas sofreu uma quebra de motor pouco depois e abandonou a prova, desperdiçando uma oportunidade valiosa de ampliar sua liderança no campeonato.

Livre de ameaças, Hamilton recebeu a bandeirada do astro do tênis Novak Djokovic e celebrou uma vitória que parecia cada vez mais distante nos últimos meses. A vantagem sobre os concorrentes foi tão grande que o britânico cruzou a linha de chegada mais de 17 segundos à frente de Russell.

Lando Norris completou o pódio na terceira colocação. Já o brasileiro Gabriel Bortoleto teve uma atuação discreta. Após perder posições logo na largada, terminou apenas em 11º lugar e ficou fora da zona de pontuação.

Apesar do abandono, Antonelli segue na liderança do Mundial, com 156 pontos. Hamilton, impulsionado pelo triunfo histórico, chegou aos 115 e reacendeu de vez suas esperanças na temporada.

Mais do que interromper a sequência perfeita da Mercedes, a vitória em Barcelona devolve à Ferrari algo que a escuderia buscava desde a chegada do heptacampeão: a certeza de que Hamilton ainda tem combustível para lutar por títulos.

Depois de um período de sombras, o britânico voltou a brilhar. E, vestindo vermelho, mostrou que ainda pode escrever novos capítulos gloriosos na história da Fórmula 1.

A categoria agora entra em uma breve pausa antes da próxima etapa. O Mundial retorna no dia 28 de junho, no tradicional Red Bull Ring, na Áustria.

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