Mentiras e mentirosos
Honesto de fachada, político fake acaba ferido com o mesmo ferro que fere
Publicado
em
Desde D. Pedro, o primeiro imperador, há no Brasil três tipos distintos de políticos: os de fatos, os de fakes e os de coisa alguma. Os primeiros dispensam comentários. Os segundos são honestos de fachada, ou seja, tentam ser aquilo que jamais serão. Quanto aos terceiros, pouco ou nada a acrescentar, além das numerosas mazelas e cicatrizes que deixaram ou marcaram o povo brasileiro. A expressão “Assim como são as pessoas são as criaturas” parece ter sido cunhada para os politiqueiros no modo fake. Hoje eles são muitos. Talvez sejam menos a partir de outubro.
Sem exceção, todos eles têm conexão profunda com aquele que chamam de criador. É a mais significativa e verdadeira projeção de personalidade. Dispostos a derrubar uma candidatura supostamente vencedora com meses de antecedência, os fake, também conhecidos como a turma da mente inovadora (mentem todos os dias), tentaram a todo custo envolver um dos filhos do candidato mais bem aprovado nas pesquisas de intenção de votos no esquema do Banco Master.
Até agora, nada se provou contra ele. Caso isso ocorra, que o rapaz pague pelos seus erros como qualquer cidadão comum. Esquecendo que quem tem rabo de palha não passa perto de fogo e deve pensar um milhão de vezes antes de criticar o dos adversários, o grupo da mentira foi castigado antes mesmo que o raio caísse sobre a cabeça dos maluquetes convictos. Caiu, mas eles que não são bestas estavam longe. De qualquer maneira, acabaram feridos pelo mesmo ferro que tentaram ferir.
Na campanha eleitoral de 2022, aquele deputado federal conhecido por “Chupetinha” andou para cima e para baixo no jatinho de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, sempre em companhia de um famoso pastor da Igreja Lagoinha. Obviamente que ambos eram – e são – contra o vencedor daquele pleito. As fotos comprobatórias estão disponíveis nas mesmas redes sociais que eles usam para achincalhar ou emparedar adversários. Mais cedo do que imaginavam, o raio do princípio os pegou por trás, atingiu os meios e quase os deixou sem os fundos.
Ao contrário da verdade, que fere, mas cura, a mentira, além de pernas curtas, deixa marcas profundas. Mentiras como a do deputado que só falta sair da lâmpada do gênio para aparecer têm prazo de validade. Quando descobertas, mostram ao povo a verdadeira verdade. Elas diminuem a confiança, derrubam as máscaras e expõem a falta de caráter dos mentirosos. A cavalheiro e só esperando a abertura das urnas em outubro, o presidente que os mentirosos adoram atacar silenciosamente e de camarote assiste o esperneio público de seus detratores.
Como disse o poeta romano Públio Ovídio, a consciência tranquila ri das mentiras relativas à fama. Sei que ele nunca dirá, mas, se tivesse autorização, eu, em nome dele, pediria aos meus inimigos (os dele) para que parem de dizer mentiras a meu respeito. Essa é a condição para que eu pare de dizer verdades a respeito deles. A diferença é que as verdades de cá podem ser nuas. Entretanto, as mentiras de lá precisam estar vestidas para evitar que pareçam um enrosco de esterco de humanos de quinta ou nenhuma categoria.
……….
Misael Igreja é analista de Notibras para assuntos políticos, econômicos e sociais