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Brasília

Ibaneis trai Filippelli e faz limpeza na Novacap

Ao viabilizar a cadeira de governador para Ibaneis, Filippelli imaginou que teria poderes. Ledo engano. Foto/Arquivo Notibras
Antônio Albuquerque

Atenção, brasiliense: se você presenciar uma cena em que Ibaneis Rocha e Tadeu Filippelli estejam abraçados, deixe. É briga de cachorro grande em que poodle não deve entrar. A pancadaria entre o governador e o ex-vice-governador extrapolou todos os limites. E não tem mais volta.

Os dois são do MDB. Enquanto o governador é filiado, o ex-vice preside a legenda. E Filippelli, que cedeu o partido para que Ibaneis viabilizasse sua vitoriosa campanha ao Palácio do Buriti, agora se sente traído.

Inconformado por ter pouco espaço no governo, Filippelli, alvo de uma série de ações por improbidade administrativa, sugeriu a Ibaneis que Celina Leão fosse deslocada da Câmara dos Deputados para uma das secretarias do Governo do Distrito Federal.

A conversa aconteceu logo após a prisão do ex-presidente Michel Temer, no dia 21 de março último.

Como suplente imediato de Celina, Filippelli, no caso da remoção da deputada, assumiria o mandato. E asseguraria foro especial. Com a imunidade parlamentar, não poderia, por exemplo, ser atingido num eventual maior desdobramento da investigação que levou Temer para a cadeia.

Interlocutores de Filippelli dizem que Ibaneis não gostou da ideia. Muito menos Celina, que pretende agir como uma leoa para eliminar quaisquer chances de as também deputadas Flávia Arruda, Paula Belmonte, Bia Kicis e Ericka Kokay crescerem à sombra dela na política local.

Filippelli, velha raposa política – era superado em Brasília apenas por seu padrinho Joaquim Roriz, já falecido -, começou a cuspir fogo. E mandou recados ameaçadores a Ibaneis Rocha.

Na terça, 16, o governador, que sonha ser presidente nacional do MDB, deu uma demonstração de força. E demitiu toda a diretoria da Novacap, onde Filippelli costumava alocar seus afilhados.

Sentindo-se traído, Filippelli decidiu bater nas portas de Temer, Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros. Quer expulsar Ibaneis do partido. Vai levar debaixo do braço um volumoso dossiê, imaginando que o governador, se cartas nas mãos tinha, perdeu nos cômodos de sua nova mansão ou deixar cair pela janela do próprio avião.

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