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Hora da verdade

Imprensa que brinca com poder pode levar a segurança ao caos

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José Seabra - Diretor Editor/Foto Reprodução

As Páginas Viradas de José Escarlate continuam vivas em Notibras. Pérolas da sua lavra são merecedoras, mesmo que post mortem, de um Pulitzer, e não meros tigres que abastecem a imprensa com informações adulteradas.

Voltemos àquele que, de vermelho, tinha apenas o sangue, mas nem por isso deixava de ser dono de uma credibilidade irretocável. Então, vamos lá.

Quem vive de brilho é espelho de salão de beleza e águas plácidas banhadas pelo Sol, como contava Hermes, atendendo ordens de Apolo. Foi há muito tempo. Isso já era ode no Olimpo antes mesmo que surgisse nos burgos das antigas terras germânicas o escrevente-mór Gutemberg e suas hoje antiquadas invenções.

Também contava-se entre os deuses que quando via seu primo em primeiro grau em apuros, Mercúrio atravessava o Rubicão de um salto, sobrevoava Creta e gritava, para que todos ouvissem, que, ao contrário do que se imagina, não está tudo ok, táokay?.

Nos dias em que vivemos, é preciso ter segurança para fazer pública a informação. Gente que se utiliza da maquinazinha inventada por Marconi, não pode fazer o papel de jornalista, escrevendo notícias em grego, quando mal e porcamente digita algo em português.

Jornalismo não é quarto poder, muito menos nas terras de Deodoro. Jornalismo merece respeito. Jornalista sério faz jornalismo brincando, mas não brinca de fazer jornalismo.

Ao emitir suas abalizadas opiniões, jornalista que tem credibilidade pode e deve recorrer a metáforas. Se de todos é esse um direito, o é, consequentemente, também dos escribas.

Homens supostamente fortes que se dizem de Deus, nada acrescentam; são meras marias vão com as outras. A recentíssima história política brasileira que o diga. Igualmente, coxos e mancos não podem ser comparados a achacadores. Isso é crime.

Para fechar, diria Zé, foi-se o tempo em que Chatô, quando era pressionado para aumentar o salário dos seus empregados, respondia com um ‘te vira; já te dei a carteira de jornalista’. Até porque, jornalismo sério não é sinônimo de poder. Muito menos diário.

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