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Tempo

Infinito inevitável

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Sim, é inevitável,
como o nascer do sol que não se pode deter,
como o vento que atravessa montanhas
sem pedir licença ao tempo.

Não posso fugir da força dos teus gestos,
nem da atmosfera que tua voz desenha.
Cada palavra tua é maré que me envolve,
cada silêncio é constelação que me prende.

Tentaria não olhar pela janela da tua alma,
mas nela vejo ondas que sorriem,
tentaria não tocar o contorno da tua pele,
mas nela repousa o mapa dos meus desejos.

Sou viajante do teu universo,
e nele cultivo a essência que me guia.
Não é castigo, é destino:
tu és minha alegria rebelde,
meu clarão que rasga a noite,
meu feitiço que renova obsessões
com a chama que pulsa em minha alma.

Perco-me em teu riso,
em tua presença que me devora e recria,
em cada gesto que me transforma
em poesia viva.

E mesmo que o mundo me negue fortuna,
não me importo:
pois queimo em tua luz,
sou sede que corre para teu abismo,
sou renascimento em tua entrega.

Tu és mulher de curvas eternas,
desenhada com elegância e delírio,
fragrância que se espalha como vinho,
como jasmim, como brisa de aurora.

Teu sorriso é genuíno,
banhado na quietude da alma,
e me faz alucinar entre metáforas,
versos que brotam em cada fibra do tempo.

Tu és sem limites,
transformas dedos em rios ardentes,
palavras em encantamentos,
ventos em carícias que sustentam poesia.

Jamais te desvanece,
pois teu brilho é robusto,
capaz de recriar a luz do sol
entre pétalas de minha flor.

E eu, poeta marcado por tua presença,
morro em cada beijo que me infliges,
renasço em cada segundo que me concedes,
e encontro nas letras do teu coração
o manuscrito eterno do nosso amor.

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