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SOF Norte

Justiça decreta prisão preventiva de jovem que assassinou patrão a facadas

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto

A Justiça do Distrito Federal decidiu converter para preventiva a prisão em flagrante de Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos. Ele é o principal suspeito de assassinar brutalmente o dono de uma oficina mecânica na última quarta-feira (6). A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (7).

O crime chocou a comunidade local pela ferocidade dos atos. A vítima, Flávio Cruz Barboza, de 49 anos, era proprietário do estabelecimento onde tudo ocorreu. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), a medida de manter o suspeito preso se justifica pela “conduta brutal” apresentada durante a execução do homicídio.

Eduardo Jesus Rodrigues havia começado a trabalhar no local apenas um dia antes da tragédia, na terça-feira (5). Ele atuava como ajudante de seu próprio tio, que já prestava serviços terceirizados na oficina de Flávio. A rápida transição de novo funcionário para autor de um crime bárbaro surpreendeu as autoridades.

Toda a sequência de violência foi capturada por câmeras de segurança instaladas no interior da oficina. As imagens, que agora servem como prova técnica fundamental, detalham o momento exato em que a agressão se inicia. O registro visual mostra que a vítima não teve qualquer oportunidade de esboçar reação.

No vídeo, é possível observar o suspeito desferindo inicialmente um forte chute contra a cabeça do patrão. Naquele momento, Flávio estava sentado em uma cadeira, em uma posição de total vulnerabilidade. O impacto inicial parece ter atordoado a vítima imediatamente antes do pior acontecer.

Após o chute, Eduardo utilizou uma faca para desferir múltiplos golpes contra o empresário. A perícia e a polícia destacaram que a sucessão de facadas foi rápida e letal. O ataque contínuo demonstra, segundo os investigadores, uma clara intenção de não deixar chances de sobrevivência para o dono da oficina.

Um dos detalhes mais perturbadores da gravação ocorre após as facadas. Flávio cai no chão, já sem forças, e é arrastado por Eduardo por alguns metros dentro do estabelecimento. Esse comportamento foi citado no processo como um agravante da natureza violenta do crime.

O delegado-chefe da 5ª Delegacia de Polícia, Wellington Barros, responsável pelo caso, não poupou palavras ao descrever as imagens. “É uma cena de terror”, afirmou o investigador. Para Barros, a frieza do suspeito e o fato de a vítima ter sido surpreendida em um momento de descanso tornam o caso extremamente grave.

Em seus primeiros depoimentos à Polícia Militar, logo após a captura, Eduardo teria alegado que agiu motivado por vingança. No entanto, a Polícia Civil ressalta que essa versão ainda é preliminar e carece de comprovação. As investigações agora buscam entender o que teria gerado esse suposto sentimento em tão pouco tempo de convivência.

O histórico criminal de Eduardo Jesus Rodrigues também pesou na decisão judicial. No momento do crime, o jovem estava em liberdade provisória pelo crime de tráfico de drogas. Além disso, ele já possuía passagens anteriores pela polícia por porte de arma branca, o que demonstra uma inclinação à reincidência.

A defesa do suspeito não detalhou as motivações reais por trás do ataque brutal. Com a conversão da prisão em preventiva, Eduardo permanecerá detido por tempo indeterminado enquanto o processo criminal avança. Ele deve responder por homicídio qualificado, dada a impossibilidade de defesa da vítima e a crueldade empregada.

O caso segue sob os cuidados da 5ª DP, que agora trabalha para concluir o inquérito e enviá-lo ao Ministério Público. Enquanto isso, a oficina permanece fechada, e a família de Flávio Cruz Barboza aguarda por justiça diante de um crime que interrompeu precocemente a vida de um trabalhador.

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