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Veículos

Lada (lembra deles por aqui?) ainda é a ‘dona da bola’ na Rússia

Foto: Fadel Senna/AFP - EstadãoConteúdo
Hairton Ponciano

A Copa do Mundo começou, e não há como dissociar o maior país do mundo com os carros da Lada (quem não se lembra deles?) e das barbeiragens no trânsito. Quato ao trânsito na Rússia, vale um esclarecimento. No Brasil, também não batemos um bolão quando o assunto é comportamento ao volante. A diferença é que damos caneladas sem deixar o “juiz” ver. Em outras palavras, não temos tantas câmeras registrando as ocorrências, como lá.

No Brasil, os carros russos passaram a ser conhecidos a partir do início dos anos 90, com os modelos da Lada. Quando o então presidente Fernando Collor de Mello decidiu abrir o mercado nacional aos importados, em 1990, a Lada foi uma das primeiras marcas a desembarcar por aqui.

Abrindo as fronteiras do País aos importados, Collor pretendia aumentar a competitividade. O mercado brasileiro era dividido entre quatro montadoras (Volkswagen, Chevrolet, Ford e Fiat), que ofereciam produtos defasados, chamados de “carroças” pelo presidente. A ironia é que os carros da Lada, produzidos na Rússia pela AvtoVaz, não eram muito superiores. Niva (jipe), Laika (sedã e perua) e Samara (hatch) eram produtos tão defasados como os nacionais.

A Lada fez seus primeiros modelos na então União Soviética baseados na mecânica do Fiat 124, a partir do início dos anos 70, na cidade de Togliatti. Ainda hoje, a marca é a maior montadora da Rússia. A Ford foi a primeira marca ocidental a produzir no país, com a montagem do Focus, em 2001.

Embora o mercado russo seja caracterizado por modelos populares, o país já teve pelo menos uma marca de supercarro, a Marussia Motors. A empresa foi fundada em 2007 e durou até 2014, sem conseguir finalizar seus carros. O protótipo chamava-se Marussia, e tinha motores 3.6 V6 aspirado ou 2.8 V6 turbo Cosworth. A potência declarada ficava entre 360 e 420 cv.

Além da intenção de disputar com a Ferrari nas ruas (o que não aconteceu), a empresa levou a competição também para as pistas. Em 2011, a Marussia entrou na Fórmula 1, após comprar participação na escuderia Virgin. Permaneceu na categoria sem resultados expressivos até 2014.

O país tem uma das maiores frotas em circulação do mundo. Pelos dados de 2015, são mais de 51 milhões de automóveis, o que a coloca em quarto lugar, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.

Também pelos dados de 2015, a relação entre população e frota é de 2,8 habitantes por veículo. Como comparação, no Brasil o índice é de 4,7 habitantes por carro.

A produção, no entanto, passou por uma forte crise, e ainda não se recuperou. De acordo com a Oica (Organização Internacional de Construtores de Automóveis), no ano passado foram produzidos 1.551.293 automóveis e comerciais leves. Como comparação, em 2012, o volume foi superior a 2,2 milhões de unidades.

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