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Robustez e fragilidade

Líderes mundiais mantêm silêncio de morte sobre Gaza

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Foto/Imagem:
João Moura* - Foto de Arquivo

Por que líderes e tomadores de decisão continuam deixando o mundo silencioso diante das consequências devastadoras do conflito Hamas X Israel?

THá os que nada falam e muitos foram calados diante do alto impacto iminente desse caos afrontoso e de imprevisível catástrofe humanitária.

É hora de decisão diante dessa entidade pronta para atacar, robusta e poderosa na fragilização da humanidade – já cambaleante pela negação de sua espécie ao longo da história, de guerras e perseguições.

Os perigos óbvios que ignoramos estão aí; todos eles previstos por Cassandras ou observadas por Tomés que acreditam vendo – pois, considera que os pessimistas (vistos como Cassandras) não são bem-vindos – mas o elefante sempre esteve na sala e, mesmo sendo problemas de otário; as redes sociais são gravemente antissociais, os alimentos saudáveis são empiricamente insalubres, os profissionais do conhecimento são muito ignorantes e as ciências sociais não têm nada de cientificas.

Carrego sempre um ditado estampado na lousa: “confie nos que confiam em você e desconfie daqueles que suspeitam dos outros”. Pois, ao fim e ao cabo, a classe média normalmente ferra com a metade de baixo e apoia o massacre que vem de cima.

Onde estão as organizações robustas que não enviam suas cartas abertas?

Sentimentos humanizados: empatia, compaixão… foram sufocados pelas religiões, suas igrejas e seus líderes ou somente incendiadas pelo fascismo extremo?!

A fragilidade moral de organizações e lideranças, diante de fatos recentes contra a humanidade, revelou a vista grossa que sempre fazem ao confundirem liberdades individuais e defesa de valores. Vemos que servem mais pelo que escondem do que pelo que revela em baladas midiáticas, televisão e jornais.

Fracasso e degradação é o resultado de uma retórica política vazia, assumida por grande parte da parcela mais rica de nações que justificam o massacre para nivelar a desigualdade e cumprem função política (social e moral) muita distinta das ideias que dizem defender.

A humanidade está destinada a ser robusta, porém, sua fragilidade é moral. Vilã de sua própria coletividade.

*Pensador errante que às vezes acerta e outras vezes observa.

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