Curta nossa página


Patriarcado

Lua de fel

Publicado

Autor/Imagem:
Álvaro Salgado - Foto Francisco Filipino

Marta é uma mulher bem afeiçoada de 23 anos. Loira de corpo longilíneo, de andar ondulante, como as ondas do mar. Sensual, mas de uma sensualidade suave, não provocativa. Caminhava sem culpas, naturalmente.

Morava em bairro de classe média e não ostentava grandes conhecimentos da vida. Vivia vida modesta e calma.

Uma tarde de verão conheceu Mauro, homem que se dizia bem-vivido de 32 anos.

Mauro homem taludo de porte atlético que logo despertou em Marta fortes eflúvios libidinosos.

Um era a fome e o outro a vontade de comer (no sentido mais cru e obsceno possível).

Um completava o outro na cama e na vida.

Tudo ia bem, até o dia que Mauro deu um soco no olho dela em momento de ciúme exacerbado. Foi um escarcéu!

Apanhou ali e em muitas outras ocasiões. Apanhou e se calou, seu grande erro. Apanhava e se submetia á humilhações constantes.

Marcelo, irmão de Marta, sempre a advertia:

“Irmã, irmã, abre o olho. Esse homem não serve pra você.”

Ela ignorava completamente as advertências; pois bem Marta casou com o troglodita.

Na noite seguinte ao grande evento, no próprio tálamo do Amor, Mauro deixou a sua marca, muitas manchas roxas (Que não eram lembranças amorosas e de momentos de encontro feliz).

Marta sucumbiu ao destino bestial.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.