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Mundo

Macri congela gasolina e dá abono salarial

Bartô Granja, Edição

Derrotado nas prévias eleitorais de domingo, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, assinou nesta quarta, 14, um pacote de medidas econômicas para reverter sua baixa popularidade. Ele acena com vantagens para a classe média baixa, que manifestou apoio à oposição. O preço da gasolina foi congelado por 90 dias (período até as eleições presidenciais), um abono salarial para empregados públicos e privados e uma espécie de restituição no imposto de renda no valor de 2 mil pesos (cerca de R$ 140).

Segundo Macri, que fez um pronunciamento gravado de oito minutos na residência oficial de Olivos, ao norte de Buenos Aires, transmitido pela conta da Casa Rosada no YouTube, a meta do pacote é beneficiar 17 milhões de pessoas. O presidente também anunciou um aumento no salário mínimo e medidas para pequenas e médias empresas, além de um aumento em bolsas de estudo para jovens universitários de 40%.

“O objetivo dos anúncios é amenizar a crise na classe média – uma porção do eleitorado que o abandonou no domingo e estava com ele em 2015”, disse ao Estado Facundo Galván, da Universidade Católica de Buenos Aires. “Os anúncios fazem parte de um pacote que busca melhorar a situação em um contexto de crise, principalmente na classe média.”

Ainda de acordo com o analista, ainda é cedo para dizer se essas medidas se mostrarão acertadas. “Em outubro saberemos se Macri conseguiu convencer os descontentes com a crise e sua liderança”, acrescentou.

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